Notícia

crime

7 anos da morte de Carlos Castro: todos os detalhes macabros do hediondo crime

Foi a 7 de janeiro de 2011 que Carlos Castro se despediu da mundo em Nova Iorque, cidade onde sempre quis morrer. A FLASH! dá-lhe agora todos os detalhes sórdidos do crime cometido por Renato Seabra, que pode cumprir pena de prisão perpétua.
Por Carolina Pinto Ferreira | 07 de janeiro de 2018 às 16:23
Sexta-feira dia 7, Carlos Castro despediu-se do mundo na cidade onde sonhava fazê-lo. Aos 65 anos, foi violentamente assassinado: agredido na cabeça com o seu computador portátil e castrado, momentos depois, com saca-rolhas. Morreu nu a agonizar numa poça de sangue no quarto 3416 do Intercontinental, um hotel de luxo na Times Square, depois de um ataque psicótico de Renato Seabra, na altura de 21 anos, com quem passou o Ano Novo na cidade americana e com quem mantinha uma relação desde outubro. 

Renato Seabra foi condenado a 25 anos de prisão efetiva pelo massacre. Uma vez que o crime foi perpetado nos Estados Unidos, o jovem não pôde ser deportado para Portugal. Neste momento, e ex-manequim, já com 28 anos, está detido em Clinton Correctional Facility, um estabelecimento de alta segurança, localizada junto à fronteira do Canadá.

Sete anos depois, a FLASH! recorda-o, passa-a-passo, este crime que chocou o país: 

2 de janeiro de 2011 - começam as discussões entre Carlos Castro e Renato Seabra. O jovem liga para a mãe, dando conta de que algo de errado se passa. Quer voltar para casa. 

3 de janeiro - O casal tem uma violenta discussão no restaurante Pulino's.

6 de janeiro - Carlos Castro confessa a Vanda Pires que pensa antecipar o regresso, por estar com receio de atitudes do modelo. 

7 de janeiro: o dia do crime; 12h25 (17h25 em Lisboa) - Renato sai do hotel, sozinho. Pede o telemóvel a uma desconhecida, Sarah, e liga à mãe a pedir ajuda: "Eu e o Sr. Carlos discutimos"

14h47 - Carlos Castro liga a Odília Pereirinha, tentando acalmá-la. Renato já está no hotel. 

14h - Dentro do quarto 3416, do Intercontinental Hotel, no número 300 da West 44th Street, Renato Seabra inicia o que se viria a revelar um autêntico festim de violência. Carlos Castro foi morto e agredido de várias formas. O cronista foi estrangulado, depois apunhalado com um saca-rolhas, os seus olhos perfurados, pontapeteado, espezinhado no rosto, atirado, de cabeça contra um ecrã de televisão e, finalmente, os seus testículos foram cortados. No relatório da acusação pode ler-se: "Dr. Michelle Sloane, do Gabinete de Medicina Legal, depois de um exame ao corpo, observou marcas de sapato no rosto do sr. Castro, provas de compressões no pescoço, lacerações, um grande traumatismo craniano (...)"

19h00 - Renato Seabra sai do quarto, onde esteve com o cadáver durante quatro horas, impecavelmente vestido. Cruza-se com Vanda e Mónica Pires, que chegam ao local depois de estranharem o facto de Carlos Castro não lhes atender o telemóvel. O rapaz adverte-as que Carlos Castro não sairá mais do hotel e foge com passo apressado. 

19h20 - O corpo de Carlos Castro é encontrado. Por esta altura, Renato vagueia pela cidade e fotografias suas, conseguidas pela polícia no seu Facebook, são divulgadas. Tem início a caça ao homem.

23h00 - Renato dá entrada num hospital para tratar de ferimentos nas mãos e no rosto. O taxista que o leva até lá, liga para as autoridades. "Acho que acabo de deixar o vosso homem." Uma enfermeira reconheco o modelo, que acaba detido e transferido para a unidade de psiquiatria do hospital Bellevue.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável