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Ana Leal ataca presidente da Raríssimas: "É de uma arrogância inacreditável"

A jornalista que desvendou o caso Raríssimas revela os problemas com que se deparou durante o trabalho e os comportamentos da ex presidente da associação ao mesmo tempo que avisa que ainda há muito mais para contar sobre o caso.
Por Isabel Laranjo | 22 de dezembro de 2017 às 23:42

"Ainda há coisas para serem investigadas em relação a este caso. Obviamente que este foi o primeiro embate, que é quando chegamos à demissão de um secretário de Estado. Mas ainda há um ministro com muita coisa a explicar, nomeadamente o ministro Vieira da Silva", afirma Ana Leal, numa extensa entrevista à revista TV Guia.

Um dos primeiros episódios insólitos foi a entrevista a Manuel Delgado, o secretário de Estado da Saúde que se demitiu. "Há um comprometimento e alguma surpresa em relação àquilo que tenho em mãos". Para mais, a entrevista foi ideia do próprio Manuel Delgado. "Foi ele que pediu a entrevista e não sabia que eu tinha documentos novos. Portanto, ele tem dificuldades em conseguir explicar, depois de ter dito, que não tinha conhecimento das coisas. A entrevista foi um crescendo de contradições". 

O CASO NO BRASIL

No final da entrevista, Ana Leal questionou o agora ex secretário de Estado sobre a relação que mantinha com Paula Sousa e Costa. Recorde-se que foram mostradas imagens de ambos, em clima de intimidade, durante passeios no Rio de Janeiro. "Não tenho dúvidas sobre o conteúdo e importância daquela pergunta. Eu tinha aquelas fotografias há muito mais tempo. Naquele momento impõe-se, porque ele mente", garante a jornalista da TVI.

Quando tentou obter a versão de Paula Brito e Costa deparou com novos obstáculos. Foi ofendida pelo assessor que a apelidou de "pulha" e esbarrou no silêncio da presidente da Raríssimas. O mais estranho ainda estaria para acontecer: "Mas isto é o vale tudo. Sabe porquê? Porque nós chegamos a receber uma carta dos advogados dela a dizerem que nós não tínhamos feito um contraditório. Isto é inacreditável", insurge-se.

A MALDIÇÃO DO DINHEIRO

Ana Leal descreve, ainda, Paula Brito e Costa, que entrevistou pela primeira vez há 20 anos, quando a mulher buscava apoios para meninos com a doença do filho: Síndroma de Cornelia de Lange. E aponta o dinheiro como o causador da alteração de temperamento, de uma jovem simples para o que se vê hoje em dia. "A coisa cresceu e estamos a falar de quase um milhão de euros em subsídios do estado e outro tanto em donativos. É muito dinheiro", advoga.

Tal como muitos funcionários da Raríssimas, que aceitaram dar o seu depoimento a Ana Leal, a própria jornalista não tem dúvidas. "As pessoas que foram entrevistadas dizem todas que aquela é a Paula Brito da Costa. É de uma arrogância inacreditável"

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Leia a entrevista completa na revista TV Guia desta semana, já nas bancas.

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