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André Ventura diz que já foi perseguido e que temeu pela vida: "Recebo ameaças de morte"

O candidato do PSD à Câmara de Loures revela que já teve de fugir no Centro Comercial Colombo de "um grupo de pessoas". André Ventura está no centro da polémica depois de ter falado dos ciganos.
Por Sandro Arruda | 18 de julho de 2017 às 19:15
André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz
André Ventura, candidato polémico do PSD à Câmara de Loures, posa no Estádio da Luz

Aos 34 anos, este professor universitário de Direito não suspeitaria que estaria nas "bocas do Mundo" mediático e político. É que André Ventura, além de multifacetado comentador da CMTV, adepto ferrenho do Benfica, é agora, candidato à Câmara Municipal de Loures, pelo PSD. "Tenho uma vida um bocado agitada, reconheço", diz o jovem professor de Direito, nas universidades Nova e Autónoma de Lisboa.

Nos últimos dias tem estado no centro da polémica depois de ter dito que os ciganos vivem acima da lei e de subsídios.

Em entrevista à revista TV Guia, garante que já foi ameaçado de morte, mas estes episódios estão relacionados com as posições que toma ao defender o Benfica.

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Em breve irá surgir a sua nova obra, A Culpa É do Benfica, mais uma "alfinetada", bem no seu jeito provocador, à polémica em torno do futebol português. "Se olhar ao que aconteceu nas duas últimas épocas, verá que há um permanente atirar de culpas ao Benfica de tudo o que corre mal no Sporting e no FC Porto. O Sporting não consegue ganhar, mesmo com o novo presidente [Bruno de Carvalho], por culpa do Benfica, tal como o Porto está no estado financeiro em que está – e não consegue ganhar um campeonato há quatro anos – por culpa do Benfica… Ou seja, os males do Mundo são culpa do Benfica…"

Para o autor – que tem já três romances no currículo, fora obras técnicas de Direito –, as conquistas do seu clube são facilmente decifráveis: "Os outos clubes não têm tido o mérito que o Benfica tem demonstrado. É tão só isso. O resto, são acusações inócuas, que escamoteiam insuficientes internas".

Quanto a bruxos e "cartilhas", ri-se, afirma que o padrinho de casamento, Rui Gomes da Silva (ex-vice-presidente das águias e associado a um eventual contrato com um ‘bruxo’ guineense), lhe "garantiu ser uma assinatura falsa", e que recebe, tal como outros comentadores televisivos ligados ao Benfica, o polémico dossier: "Sempre recebi e pedi informações ao Benfica, e orgulho-me muito disso. Porque o comentário desportivo tem, cada vez mais, um carácter profissional, e como, por via da minha actividade docente, não tenho tempo para analisar tudo, peço essa informação a quem a tem. Mas tenho uma completa independência face ao Benfica, e não recebo um tostão do clube." 

PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA

Tal como não rejeita a "alguma responsabilidade que possa ter" no exacerbado clima que se vive no futebol nacional. "Sempre assumi as minhas responsabilidades na vida, e sinto que, até pelo meu estilo, no programa – e como o futebol é emoção – isso possa ter um impacto negativo. E não escondo que penso nisso… Mas procurei sempre, e continuarei a fazê-lo, não ultrapassar o limite do razoável.

Daí que, desta experiência televisiva, tem conhecido o lado mais perverso do mediatismo e da popularidade. "Recebo ameaças, sobre a minha integridade física… De morte, mesmo. E levo-as muito a sério", garante.

Quem não aprecia sobremaneira esta situação é a mulher, uma benfiquista discreta que teme pelas consequências destas ameaças públicas. "Ela é uma grande benfiquista, acho que essa era uma das condições para o casamento", explica, divertido, hesitando quando questionado se casaria com alguém que não fosse do mesmo clube: "Não sei… Mas também acho que ninguém, que não fosse do Benfica, aturaria o meu amor aso clube… [risos]"

E recorda dois episódios "de grande risco pessoal", que o levaram a adoptar "algumas precauções": "A primeira foi no [CC] Colombo, quando subia a escada rolante. Fui insultado por um grupo de pessoas, que ainda me perseguiu e me queria agredir, mas consegui escapar. Já o segundo foi à porta de uma das universidades em que dou aulas, quando percebi que, em redor do meu veículo, se tinham reunido alguns indivíduos, que estavam, claramente, à minha espera. Nesse dia, deixei o carro na faculdade e fui de táxi para casa…"

FUTEBOL E POLÍTICA

André Ventura não esconde que estes aspectos negativos da sua actividade televisiva podem ser contraproducentes na sua candidatura nas próximas eleições autárquicas (1 de Outubro). Candidato pelo PSD, o comentador da CMTV diz que avaliou "os prós e contras" desse novo desafio, mas considera-se um "optimista e realista".

E nem a nova celeuma que "aqueceu" as redes sociais, aquando do lançamento da sua candidatura a Loures (já que reside no Parque das Nações, que, em parte, pertence àquele concelho), sobre a "declaração de amor eterno" a Sintra (onde nasceu e cresceu), o demoveu. "As pessoas serão inteligentes para conseguirem distinguir a minha vertente clubista e prestação televisiva das minhas propostas concretas para o concelho. Acredito seriamente nisso. Mas, não nego, que haja esse risco…"

André reconhece que não lhe "resta" outra solução que não seja "fazer um esforço redobrado para provar" a sua independência. "Como presidente da Câmara, teria todo o gosto em negociar com o Sporting ou outro clube qualquer, na defesa dos interesses do município", sublinha.

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