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Drama

Cada vez mais frágil, mãe de Rui Pedro faz apelo desesperado: "Não se esqueçam dele!"

Passaram 20 anos sobre o desaparecimento do pequeno Rui Pedro, em Lousada, Filomena Teixeira, a mãe coragem que nunca desistiu, pede ajuda. "Não se esqueçam do meu filho, por favor!", apela nas redes sociais.
Por João Bénard Garcia | 04 de março de 2018 às 14:32

"Não se esqueçam dele. Por favor! Prometam-me que não se esquecem dele. E se me acontecer qualquer coisa, continuem a lutar por saber o que lhe aconteceu". Esta foi a mensagem enigmática que Filomena Teixeira, a mãe de Rui Pedro, o menino de 11 anos desaparecido em Lousada há 20 anos, numa tarde de 4 de março de 1998, deixou ontem nas redes sociais.

Em jeito de carta de desespero, Filomena Teixeira, que há 20 anos tem sido incansável na procura do filho desaparecido em Lousada, nos arredores do Porto, escreveu uma missiva que intitulou: "Não se esqueçam dele, por favor!" e nela deixou palavras duras… e tristes.

"Quero ter a mente sempre ocupada a ler ou a fazer alguma coisa... Ultimamente leio livro atrás de livro, numa ânsia desmedida. Quero não pensar. Quero pensar que sou outra pessoa e que convivo com a dor ‘saudavelmente’. Não quero acreditar que esta saudade me invade e me faz explodir de dor. A quem falar? A quem contar? Confiar? O que me podem dizer?", questionou.

Filomena Teixeira, a "mãe coragem" que não perde a esperança, adianta na mensagem que "queria tanto ser diferente, faço tudo ao contrário, fecho-me, isolo-me. E leio. Mas não esqueço. Não posso deixar de falar cada vez mais nele, tudo me lembra dele. E hoje é um dia de choro, de revolta, de desespero e mais, e mais, até ao infinito da dor."

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Rui Pedro, Filomena Teixeira

Na curta mensagem, Filomena Teixeira faz ainda um apelo a Portugal: "Não se esqueçam dele. Por favor! Prometam-me que não se esquecem dele. E se me acontecer qualquer coisa, continuem a lutar por saber o que lhe aconteceu. É já tudo o que me resta! Este desespero de saudade que só quem é mãe sente. Por favor não se esqueçam dele. Nunca desistam", pediu.

EM 2014 AFIRMOU ESPERAR PELO FILHO, ATÉ QUE LHE DESSEM NOTÍCIAS

Esta não foi a primeira vez que Filomena Teixeira passou ao papel as suas emoções e a dor da saudade que sente pelo filho desaparecido. A 4 de março de 2014, 16 anos depois de ter perdido o rasto ao pequeno Rui Pedro, Filomena redigiu uma carta, que intitulou: "Carta de uma mãe ao filho desaparecido."

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Rui Pedro, Filomena Teixeira

"Meu filho, faz amanhã 16 anos que não te vejo, e depois deste tempo todo ainda espero por ti! Espero e esperarei até que me digam algo de ti! Este tempo todo imagino-te crescendo, tornando-te um homem, e eu aqui parada no tempo, à tua espera! Nunca deixarei de te esperar!", garantiu.

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