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Carlos Castro: A grande paixão da sua vida que o ia levando ao suicídio

Luís, tal como Renato Seabra, aproximou-se de Carlos Castro para arranjar trabalho. Tal como o modelo, não era homossexual e dizia à família que nada tinha com o Carlos. Em ambas as relações, as discussões eram constantes e a morte andou sempre por perto.
Por Isabel Laranjo | 07 de janeiro de 2018 às 11:08
Renato aproximou-se de Carlos Castro, tal como fizera Luís, para encontrar apoio a nível profissional O cronista social, pouco antes de falecer, em sua casa O jornalista Guilherme Melo, já falecido, revelou à revista Flash! todos os segredos do grande amor do amigo Carlos Castro Nos anos 80, Luís, o homem atrás da máquina fotográfica, que foi a grande paixão de Carlos Castro Carlos Castro foi um dos mais influentes cronistas sociais portugueses O grande amor de Carlos Castro O último aniversário que Carlos Castro celebrou - 65 anos - no restaurante O Madeirense, em Lisboa Com Ruth Bryden, que foi quem o socorreu aquando da tentativa de suicídio, no final dos anos 80 Com Nicolau Breyner, em 2010. Carlos Castro era querido entre as mais diversas figuras da sociedade portuguesa Carlos Castro com Judite Sousa, em 2010 Carlos Castro e Renato Seabra. O jovem, à época com 21 anos, terá sido o segundo homem a tomar-lhe conta do coração Carlos Castro com outros grandes amigos: Manuel Luís Goucha e Cláudio Montez
O grande amor de Carlos Castro

A década de 80 ia sensivelmente a meio, quando Luís, acabado de sair dos fuzileiros, se aproximou de Carlos Castro. "O rapaz é que o procurou. Tinha, nessa altura, uns 23 anos, tinha acabado de sair da vida militar", relatou, aquando da morte do cronista, em 2011, Guilherme Melo, o melhor amigo de Carlos e que assistiu a todo o desenrolar desta paixão.

Luís tinha uma grande paixão pela fotografia. Junto de Carlos Castro terá pedido uma oportunidade de trabalho, que pouco depois surgia, num jornal diário, onde o cronista tinha uma página semanal. Assim que viu Luís, Carlos Castro ficou enamorado. "O Carlos interessou-se logo pelo rapaz. Era muito bonito, moreno, de olhos escuros, com uma barbinha. Mesmo aquele tipo 'latin lover', e o Carlos era muito sensível à beleza", recordava o, também já falecido, jornalista.

ELES QUERIAM TRABALHO

Uma história em muito semelhante com a que Carlos viveu ao lado de Renato Seabra. Consta que também terá sido o jovem a aproximar-se do cronista, através das redes sociais, e a ir ao seu encontro. 

À semelhança de Luís, também queria encontrar apoio para uma carreira profissional – como modelo – junto do cronista social. E, tal como Luís, não era homossexual. 

Renato aproximou-se de Carlos Castro, tal como fizera Luís, para encontrar apoio a nível profissional O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança Renato Seabra só terá hipótese de sair da prisão daqui a 18 anos O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança Renato e Carlos Castro durante a viagem a Nova Iorque, que terminou da pior maneira, com uma amiga do cronista social Carlos Castro e Renato Seabra. O jovem, à época com 21 anos, terá sido o segundo homem a tomar-lhe conta do coração
O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança

"O Carlos nunca se apaixonou por homossexuais puros. Ele era o lado totalmente feminino da relação e tinha de ter a componente masculina. E ele sabia que eram heterossexuais". 

As discussões também começaram a ser, a dada altura, violentas, como assistiu muitas vezes Guilherme Melo. Um dos casos aconteceu a bordo de um cruzeiro, no paquete Funchal. "O meu camarote era em frente ao deles. Havia cenas desgraçadas! Muitas vezes o Luís até dizia: ‘Ó Guilherme, o que é que eu hei-de fazer à minha vida, com os ciúmes deste gajo?'"

Carlos Castro com Judite Sousa, em 2010 O cronista social com Teresa Guilherme, em 2010 Margarida Marante e Carlos Castro, em 2010 Com Nicolau Breyner, em 2010. Carlos Castro era querido entre as mais diversas figuras da sociedade portuguesa Castro e Maria de Jesus Barroso Carlos Castro com outros grandes amigos: Manuel Luís Goucha e Cláudio Montez Com Clara de Sousa Nuno Guerreiro e o cronista social O último aniversário que Carlos Castro celebrou - 65 anos - no restaurante O Madeirense, em Lisboa A vida de Carlos Castro em imagens Com Lili Caneças e João Libério Fátima Lopes e Castro Lili Caneças era uma das melhores amigas do cronista José Cid a ser entrevistado por Carlos Castro A última produção fotográfica do cronista social para a FLASH!, em Outubro de 2010 Com Ruth Bryden, que foi quem o socorreu aquando da tentativa de suicídio, no final dos anos 80 Marina Mota e o cronista Com Luísa Castel-Branco A vida de Carlos Castro em imagens A vida de Carlos Castro em imagens A vida de Carlos Castro em imagens Carlos Castro foi um dos mais influentes cronistas sociais portugueses A vida de Carlos Castro em imagens A vida de Carlos Castro em imagens
A vida de Carlos Castro em imagens

Outro amigo chegado do cronista, que prefere manter o anonimato, lembra-se mesmo de uma cena, numa casa noturna ligada ao universo gay. "Eles começaram a discutir e partiram aquilo tudo! O Carlos não tinha corpo, mas era atrevido, não se ficava", conclui. 

A TENTATIVA DE SUICÍDIO

Luís apaixonou-se por uma mulher, casou-se mas continou a encontrar-se com Carlos Castro que, segundo Guilherme Melo contou, até era padrinho da primeira filha do casal. "O Carlos, como gostava muito dele, enfim, fechava os olhos. E o Luís disse, à rapariga, a mesma coisa que este Renato disse à família. Disse que era tudo um disparate, que o Carlos o tinha ajudado muito, mas que sempre lhe tinha dito que era heterossexual e que o Carlos sabia disso e nunca o tinha chateado, nem tentado levar para a cama", relatou o jornalista.

Certo é que quando Luís pôs um ponto final na relação, Carlos quis morrer. "Tomou uns comprimidos e a Ruth Bryden é que o levou ao hospital", lembrou Guilherme Melo.

O falecido jornalista, que era dos mais íntimos amigos do cronista social, garantiu que Luís foi mesmo "a grande paixão do Carlos e a pessoa com quem esteve mais anos". A segunda, e que o levou efetivamente à morte, foi Renato. Pelo menos foi esse o testemunho de Melo. "A única vez que voltei a ver o Carlos, com uma paixão tão grande, assim de repente, foi agora, com este rapaz".

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