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Surpresa

Carrilho, ex-marido de Bárbara, reformado, vive confortável com 3.423 euros de pensões

Aos 66 anos de idade e um filho pequeno a cargo, só os processos em tribunal e a guerra que declarou à estrela da SIC lhe tiram o sossego a que um reformado tem direito. Aufere 3.423 euros em pensões acumuladas por mês e comprou apartamento com o fruto do divórcio.
Por João Bénard Garcia | 15 de setembro de 2017 às 20:46
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Carrilho, ex-marido de Bárbara, reformado, vive confortável com 3.423 euros de pensões
Foto: Pedro Catarino

Aos 66 anos, pela segunda vez divorciado e com um filho menor a cargo, o ex-ministro socialista da Cultura, ex-candidato à Câmara de Lisboa pelo PS e ex-professor universitário de filosofia, Manuel Maria Carrilho, vive uma vida confortável, num apartamento com 220 metros quadrados que comprou em janeiro de 2014, na zona das Avenidas Novas, em Lisboa, com parte dos 288 mil euros que recebeu do divórcio com Bárbara Guimarães. Passa os dias "a ler, a pensar, a escrever, a ensinar", assumiu, satisfeito, numa entrevista recente.

Com uma pensão de reforma de 2.089 euros líquidos que recebe todos os meses da Caixa Geral de Aposentações (CGA) por ter dado aulas, à qual soma mais 1.334 euros mensais da Subvenção Vitalícia que o Estado português lhe paga por ter desempenhado cargos públicos, como ministro e deputado da nação, Carrilho, além de cuidar e educar a 100% do filho Dinis Maria, de 13 anos, continua a ter tempo e espaço para os seus ensaios literários e livros de crónicas, atividade que sempre prezou e que o levavam a isolar-se dias inteiros no sótão da casa onde morou 10 anos com a estrela da SIC.

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Esta semana, o ex-embaixador de Portugal na UNESCO lançou mais uma obra, a somar a outras trinta suas já publicadas, depois de um longo período de alegada inatividade reflexiva no campo do pensamento contemporâneo, quiçá por se estar a dedicar, quase em exclusivo, ao estudo da defesa argumentativa dos vários processos que contra si pendem em tribunal. Alguns interpostos pela ex-mulher, Bárbara Guimarães, de 44 anos de idade, outros abertos na Justiça por familiares e amigos da mesma.

CARRILHO SÓ TRAÇA CENÁRIOS CATASTRÓFICOS SOBRE O FUTURO

Na quarta-feira, dia 13, na livraria Ferin, na baixa lisboeta, Manuel Maria Carrilho participou num debate-colóquio sobre "Que futuro para a Europa? Que futuro para a democracia representativa?", no seguimento do lançamento do livro-diálogo que teve com José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e que se chama ‘Manuel Maria Carrilho: Ser Contemporâneo do Seu Tempo’, lançado à estampa com a chancela da editora ‘Guerra & Paz’.

No seu livro-diálogo, Manuel Maria Carrilho faz o panegírico de toda a sua infância, vida académica, experiência política e enquanto intelectual e traça um cenário pessimista quanto ao futuro coletivo, defendendo que a União Europeia (UE) se encontra num processo de decomposição.

"Com um realismo doloroso, Carrilho admite que a democracia pode vir, como tudo na vida, a acabar. Um destino incerto que exige uma reflexão urgente que nos prepare para enfrentar, sem pânico nem catastrofismos, o cenário de futuro que pode muito bem chegar", avançam os editores da obra.

Na calha, para breve, está o seu livro autobiográfico, que revelará inúmeras surpresas e em todos os setores, e ainda duas obras: uma sobre aforismos na qual trabalha há 30 anos e outra que se poderá intitular ‘A Política depois da Democracia’, na senda das teses defendidas no livro-diálogo agora editado.

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