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Carro onde Diana morreu há 20 anos pode valer 10 milhões de euros

O automóvel acidentado existe e está num armazém da polícia inglesa. O proprietário do veículo, que foi alugado, quer o carro, que está avaliado em até 10 milhões de euros, de volta para o pôr em exposição.
Por Isabel Laranjo | 12 de agosto de 2017 às 17:22
Jean-François Musa, o dono da empresa 'Etoile Limousines' que alugou o carro onde Diana morreu, ao lado do namorado milionário Dodi Al-Fayed, de volta.

O que resta do veículo acidentado, que embateu num dos pilares do Tunel D'Alma, em Paris, existe e está guardado num armazém da Scotland Yard. Isto porque, após o desastre, o carro foi levado para o Reino Unido para ser sujeito a peritagens e despistar uma eventual sabotagem como estando na origem do fatal acidente.

Agora, o dono do carro vem reivindicá-lo. "O carro ainda é legalmente meu mas não o vejo há quase 20 anos", declara Jean-François Musa ao jornal inglês 'Daily Mirror'.

DONO QUER EXPÔR CARRO DA MORTE

O francês explica que não quer ganhar dinheiro com esta memória macabra. Antes, colocar o automóvel em exposição. "O carro foi enviado para a Grã-Bretanha para a polícia e juízes poderem inspecioná-lo. Deveria ter-me sido devolvido, quando terminaram as perícias, e nunca foi. Poderia ser dado a um museu".


Certo é que na origem desta reclamação da propriedade do veículo poderão estar interesses económicos. "Eu não acredito que seja dado um valor, mas poderia valer 1, 2, até 10 milhões, ou talvez mais, dependendo de quem o queira comprar. Existe um mercado para tudo", garante, por seu turno, John Markey, leiloeiro da empresa 'H&H Classics'.

FILHOS DA PRINCESA DESEJAM VER CARRO DESTRUÍDO

Os filhos da Princesa do Povo, William e Harry, já manifestaram a vontade de que os restos do carro fossem discretamente destruídos. No entanto, isso ainda não aconteceu. John Markey considera a ideia do dono do carro "algo simplesmente abominável. E não estou a ver qualquer museu, francês ou inglês, a querer tê-lo em exposição. Isso iria atrair gente grotesca com gosto pelo horror".

Jean-François Musa contrapõe e acredita que há interesse na exposição do carro, que se encontra bastante danificado. "Pessoas em lugares como a América estão muito interessadas neste tipo de carros. É um pedaço de história que poderia ser usado para recordar uma terrível tragédia. Os britânicos devem apenas entregar o carro de volta", torna a reclamar.

Após o fatal acidente, no dia 31 de agosto de 1997, chegou a existir a teoria de que o carro teria sido alvo de sabotagem, por parte dos serviços secretos britânicos. A morte do casal impedia Diana, divorciada de Carlos, Príncipe de Gales, de casar-se com o namorado egípcio. 

Musa, o dono do carro, não acredita nessas teorias. "É uma tragédia o que aconteceu com Diana e com os outros que morreram, mas não houve jogo sujo, estou certo disso. O carro pertence a mim e agora é hora de tê-lo de volta para pôr fim a este capítulo sombrio de uma vez por todas".

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