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Ex-deputado e secretário de Estado assume-se gay:" Faz parte de mim e convivo com naturalidade”

Adolfo Mesquita Nunes, figura de destaque do CDS, assume em entrevista de vida a sua orientação sexual: "É um assunto muito relevante e que tem repercussão política".
10 de fevereiro de 2018 às 11:54
Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade
Adolfo Mesquita Nunes do CDS assume homossexualidade

Adolfo Mesquita Nunes é, aos 40 anos, uma das figuras de destaque do CDS. Foi deputado e secretário de Estado do Turismo. Agora é notícia por ter dado uma entrevista de vida ao 'Expresso' em que assume, sem meias palavras, que é homossexual. Algo que nunca escondeu mas que também nunca tinha falado tão abertamente. Isto depois de durante a campanha para as eleições autárquicas, em que se candidatou à liderança da câmara da Covilhã, ter surgido num cartaz a palavra gay. Confrontado pela equipa com o que fazer, Adolfo mandou deixar estar como estava: "A minha resposta foi (...) que não tenho vergonha, nem tenho qualquer problema em ser quem sou. Pedi que não substituíssem porque não era mentira", explica, ao semanário, numa longa entrevista de vida.

Recorda, porém, que ainda durante a campanha alertou perante uma audiência de 400 pessoas, entre elas jornalistas, que a atitude que estava a tomar para não retirar os cartazes grafitados se devia a esta posição... parece que ninguém ouviu.

"Tendo em conta que essa inscrição não era nenhuma calúnia, não via necessidade de retirar" o cartaz, acrescentou.

"No meu caso trata-se antes de a não esconder. Mas se para mim é completamente natural, porque tenho a sorte de ter família, amigos e meio social onde a orientação sexual não é assunto, sei que para milhões de pessoas é assunto, porque são vítimas de perseguições, de bullying, de ameaças, de assédio, de morte, de discriminações, e para quem a afirmação da orientação sexual de uma figura pública é um assunto muito relevante e que tem repercussão política", explica Adolfo.

"É algo que faz parte de mim e com que convido perfeitamente e com naturalidade", acrescentou nesta entrevista de vida ao 'Expresso'.

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