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Gentil Martins envolvido em nova polémica gay: cronista diz ter vivido noite de paixão com o médico... mas afinal era ficção

Durante largas horas um cronista do jornal 'Público' disse ter vivido "uma gentil noite de amor" com o médico Gentil Martins, que tinha criticado a homossexualidade. Ao final do dia, a publicação acrescentou uma nota a dizer que afinal o texto era "ficção". Cirurgião diz à FLASH! que "é lamentável".
Por José Lúcio Duarte | 18 de julho de 2017 às 17:03

António Gentil Martins, reconhecido médico cirurgião, está no centro de um furacão: criticou Cristiano Ronaldo por ter recorrido a barrigas de aluguer para ser pai e disse que a homossexualidade é "uma anomalia". Opiniões que lhe valeram muitas, e duras, palavras nas redes sociais.

Mas esta segunda-feira foi pulicada uma crónica no suplemento P3 do jornal Público, onde o autor João André diz ter vivido com o médico um romance gay que terá começado num bar lisboeta, dando a entender que o médico estava criticar em público algo que vivia em privado.

"É uma invenção para me desautorizar e
só possível numa mente muito perturbada", diz Gentil Martins ao site FLASH! esta segunda-feira à noite, antes do jornal Público acrescentar uma pequena nota à crónica 'Uma gentil noite de amor'. Nela, o jornal refere que o texto é, afinal, "um exercício de ficção do cronista João André Costa".

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Crónica publicada inicialmente, sem qualquer nota

António Gentil Martins, de 87 anos, lamenta profundamente o episódio, acreditanto que foi uma manobra para o prejudicar, depois de ter manifestado a sua opinião sobre a homossexualidade e as barrigas de aluguer.

Antes do jornal ter assumido que a crónica era afinal uma criação literária de João André Costa, Gentil Martins tinha garantido à FLASH! que o que estava escrito era um autêntico disparate.

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Ao final da noite, era acrescentada uma pequena nota, garantindo que o texto era ficção

"É uma total mentira. Pura e simples. Faça o favor de ver uma das observações dos comentários. Num deles, um homem frequentador assíduo do Frágil afirma ter sido dos primeiros a criticar veementemente as minhas posições diz que nunca me viu lá e que se me tivesse visto até vinha falar comigo para me cumprimentar porque tem muita consideração por mim. É uma coisa curiosa. Este homem critica o que eu disse sobre a homossexualidade mas diz que não pode admitir vigarices e disse ao cronista para se calar", refere Gentil Martins.

Ao início da tarde desta segunda-feira, o Público partilhou esta crónica no seu Facebook. No post não há qualquer referência de que é "um exercício de ficção do cronista João André Costa", como mostra o 'print screen' em baixo.

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Post no Facebook do Público, onde não há referência ao texto ser uma ficção

 "Estávamos em Julho e o calor sufocava (…) Tu estavas ao balcão, já eras um assíduo do Frágil (…) E talvez por culpa desta orfandade de amor e de pai, vi em ti o sorriso nos lábios (…) e ao mesmo tempo o carinho, o amor, a tranquilidade (…). Nessa noite ensinaste-me o ABC do amor num desses quartos do Bairro e eu passei a ser parte de ti durante a noite", são algumas das palavras do cronista em ‘Uma noite gentil de amor’.

Um texto que foi muito comentado online antes de ter sido acrescentada a nota. Contudo, além dos muitos insultos de que é alvo, havia alguns comentadores que garantiam que o texto era mentira... porque eram clientes frequentes do Frágil (onde teria acontecido o tal primeiro encontro) e nunca tinham visto o médico por lá.

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Comentário de um frequentador do Frágil

POLÉMICA COM GAYS, CRISTIANO RONALDO E DOLORES AVEIRO

Recorde-se que o cirurgião deu uma entrevista ao Expresso este sábado, onde falou de Cristiano Ronaldo e de homossexualidade, mostrando-se crítico: "Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma".

Depois pediu desculpas a Dolores Aveiro, pela forma como falou dela. Mas não deixa de lembrar a Declaração Universal dos Direitos da Criança, de 1989 e que Portugal subscreveu e se baseia nos superiores Interesses da criança e neles inclui mãe e pai.

Já sobre a homossexualidade, disse: "é uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam".

Para Gentil Martins, estes assuntos são um capítulo encerrado.

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