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Sofrimento

Judite Sousa assume que esteve à beira do suicídio

A jornalista da TVI continua a falar do drama diário que vive após perder o seu único filho, em junho de 2014. Agora, em entrevista recente, admite que a dor da perda pode levar à morte e, que ela própria sentiu que isso podia acontecer consigo.
Por Ana Cristina Esteveira | 15 de junho de 2017 às 13:21
Judite Sousa deu esta semana uma entrevista ao 'Jornal de Notícias' em que volta a falar da dor de perder um filho e na sequência da qual ficou com uma doença crónica: a depressão. "Sou uma pessoa doente, sofro de uma doença crónica, que me vai acompanhar até ao fim dos meus dias", explicou a jornalista no mês em que passam três anos sobre a morte de André Sousa Bessa, o seu único filho.

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"Uma pessoa que sofre de uma doença mental tem de trabalhar, não pode ficar em casa enterrada no sofá, porque isso pode levar a um desfecho trágico. Isto é um facto, são os médicos que o dizem", garantiu a diretora-adjunta de Informação da TVI para concluir: "Uma pessoa tem de continuar a tentar fazer a sua vida normal, tem de estar ocupada, por muito que isso pareça estranho a alguns".

E é precisamente nesta altura da entrevista que Judite Sousa fala de suícido embora sem nunca usar a palavra: "Não ter a cabeça ocupada com trabalho significa ocupá-la com pensamentos negativos. E isso é trágico, pode levar à morte". Para assumir: "Houve um momento em que me senti perto dessa tragédia".

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"Claro que senti que isso podia acontecer comigo. Quando estive quase quatro meses parada, houve momentos em que senti um grande vazio emocional. E esse vazio tem de ser compensado de alguma forma. Não se pode alimentar esse vazio", advertiu a jornalista.

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