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Médico explica como Manuel Luís Goucha fintou a morte

A tromboembolia pulmonar que conduziu Manuel Luís Goucha aos cuidados intensivos do hospital poderia ter sido fatal. O médico Ângelo Ferreira, que assistiu o apresentador da TVI, explicou todos os pormenores e de como esta doença é uma das principais causas de morte súbita.
07 de junho de 2017 às 13:27

O apresentador da TVI, Manuel Luís Goucha, correu risco de vida. No fim de semana, Manuel Luís, de 62 anos de idade, foi internado de urgência com uma tromboembolia pulmonar, uma situação que, em caso extremo e se não for tratada atempadamente pode provocar morte súbita.

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"Senti uma forte dor nas costas que, associada a alguns sitomas de cansaço, que na altura foi atribuído ao excesso de horas de trabalho, me deixou alarmado pelo que recorri às urgências do Hospital da Luz". Foi desta forma que Manuel Luís Goucha descreveu as horas que antecederam o seu internamento. Um situação que acabou por conduzi-lo ao serviço de cuidados intensivos, "mais por uma questão de segurança e vigilância", como explicou na manhã desta quarta-feira o médico Ângelo Ferreira.

Em conversa com Cristina Ferreira, o médico descreve o que espoletou o estado clínico do apresentador de 'Você na TV'. O clínico fala em excesso de trabalho e nas muitas horas sentado, num ambiente seco, com ar condicionado e luzes fortes, habitual nos estúdios de televisão. Tudo isto foi exponenciado pelas longas horas de carro que Goucha fez para o Douro. "São cerca de 5 horas de carro em que Manuel Luís permaneceu sem se mexer. Estar parado sem se mexer é das principais causas para a embolia. É fundamental que as pessoas se mexam nas viagens longas", aconselha o médico.

Ângelo Ferreira explica que uma tromboembolia "é uma obstrução da artéria dos pulmões originado por um coágulo, uma cumulação de globos vermelhos. Se esse coágulo se desloca, passa pelo coração e aloja-se nos pulmões. Aí bloqueia o sangue que leva o oxigénio". Daí os sintomas de cansaço e a frequência respiratória deficitária do apresentador. Com o iníco do tratamento de anticoagulação, os níveis respiratória de Manuel Luís acabaram por recuperar em 24 horas, mas a situação poderia ter sido fatal. Há doentes que têm que ser ligados a um ventilador, o que não aconteceu com o apresentador.

Manuel Luís e o companheiro, Rui Oliveira, tinham viagem agendada para Marrocos a 2 de junho. Caso tivessem embarcado no avião "se calhar hoje estaríamos a falar de Manuel Luís de forma diferente", refere o clínico. "Todas estas situações são agravadas com o voo. Os aviões voam a cerca de 11 mil metros de altitude. As cabines são pressurizadas para 1800 metros. É como se fizessemos toda a viagem no pico da Serra da Estrela, onde a percentagem de oxigénio é menor. O Manuel estava com uma baixa percentagem de oxigénio no sangue, caso tivesse viajado naquelas condições, como níveis de oxigénio baixos, poderia ter sido fatal".

As férias ficaram assim adiadas. A seu lado Manuel Luís tem tido a presença constante do companheiro, Rui Oliveira. Manuel Luís vai ter alta hospital na tarde desta quarta-feira. Para recuperar completamente, Goucha e Rui Oliveira vão para o Alentejo, para a propriedade de Monforte. Desta vez foi apenas o susto, um susto que fez Manuel Luís recordar-se de umas outras férias que também ficaram marcadas pela doença. "Digamos que as férias começaram de forma diferente, porém não original, pois, se bem mse lembram, há seis anos, também em vésperas de férias, aqui vim parar de urgência para ser operado à vesícula".

 

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