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Mourinho fecha portas do Manchester a Cristiano Ronaldo que arrisca prisão preventiva

Agastado com as suspeitas de fuga ao fisco, Ronaldo equacionou abandonar Espanha. O Manchester United seria um destino possível, caso José Mourinho não recusasse o craque, com quem teve quezílias no Real Madrid. Ronaldo, que foi visitado por polícias armados, arrisca-se a ser preso preventivamente, por risco de fuga.
Por Isabel Laranjo | 16 de julho de 2017 às 17:44
Em meados de junho, após ter rebentado o escândalo do envolvimento de Cristiano Ronaldo num alegado esquema de fuga ao fisco, o futebolista desabafou que tinha vontade de abandonar Espanha

A 16 de junho o jornal 'Record' avançou que o Manchester United, atualmente comandado por José Mourinho, poderia ser um dos clubes interessados no craque. Só que o treinador vem, agora, fechar qualquer hipótese de contratação do craque. "Nem vou perder o meu tempo a pensar me jogadores que são missão impossível", afiançou, no domingo, 16 de julho, durante a digressão do clube pelos Estados Unidos.

O técnico parece não ter esquecido o mal estar, gerado no balneário do Real Madrid, após um desaguizado com Ronaldo.

Em junho de 2013, o jogador não gostou que o treinador do Real Madrid, à época, José Mourinho, o repreendesse. Gerou-se mal estar no balneário e o fubelolista não se coibiu de desvalorizar o técnico, que partiria no final da temporada para o Chelsea, de Londres. "Não me interessa se ele fica ou não", disse Ronaldo, à imprensa.

Mourinho, por sua vez, explicou o seu ponto de vista. "Tive apenas um problema com ele e que foi muito simples: quando um treinador crítica um jogador, do ponto de vista técnico, no que entende que pode ser melhorado, o Ronaldo não aceitou. Se calhar pensa que sabe tudo e que o treinador não o pode ajudar a evoluir".

RISCO DE PRISÃO PREVENTIVA

O desabafo de Cristiano Ronaldo poderá não ter sido a melhor reação, após saber que o fisco espanhol o acusa de uma alegada evasão fiscal, no valor de 14,7 milhões de euros. 
O craque responderá, em tribunal, no dia 31 de julho. Só que, entretanto, um episódio marcou as férias, em Ibiza. Cristiano e a família regressavam, no iate alugado pelo atleta, de um almoço em Formentera, quando a embarcação foi abordada por um barco com polícias armados, da Agência Tributária Aduaneira Espanhola, na quarta-feira, 12 de julho.

As autoridades, segundo o fiscalista António Pragal Colaço, só poderiam estar "à procura de dinheiro ou droga", avançou num especial de informação, transmitido na noite de sábado, 15, pela CMTV.

Na opinião do Pragal Colaço, Cristiano Ronaldo pode mesmo estar metido em "maus lençóis" ao ter demonstrado vontade de abandonar Espanha. "As autoridades não gostam de ser toureadas e a verdade é que o Cristiano Ronaldo, através de determinadas pessoas, disse que se ia embora de espanha. Isto é um aviso para ele".

O fiscalista adianta ainda que não havia necessidade de uma intervenção tão musculada. Mas acredita que a explicação para esta atitude, por parte das autoridades, é simples: "Foram marcar posição. Como quem diz: 'Meu amigo, tu ficas aqui até resolveres o problema, sossegado, e depois é que te podes ir embora. Porquê? Por que se houver perigo de fuga, nós fazesmos-te uma coisa muito engraçada: uma prisão preventiva".

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