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Presidente da RTP arrasa administrador Nuno Artur Silva: "Não criou condições para se manter"

Gonçalo Reis reforça que Artur Silva tinha assumido "desde o primeiro dia que era sua intenção desfazer-se" das Produções Fictícias, o que não aconteceu.
10 de fevereiro de 2018 às 15:50
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Presidente da RTP arrasa administrador Nuno Artur Silva: "Não criou condições para se manter"

Gonçalo Reis foi reconduzido para novo mandato à frente da administração da RTP pelo Conselho Geral Independente, que chumbou novo mandato a Nuno Artur Silva, administrador que tinha o pelouro dos conteúdos. Tudo porque Artur Silva não vendeu, como tinha prometido, a sua participação nas Produções Fictícias. Em entrevista ao 'Expresso', o presidente da RTP recorda que essa era uma condição para que o produtor se mantivesse em funções.

"E a verdade é que havia um conflito de interesses que o Nuno Artur Silva não conseguiu resolver em tempo útil e portanto caminhando para um mandato novo, não tinha condições para se manter", explica Gonçalo Reis ao 'Expresso'. Isto depois de Artur Silva ter garantindo que não havia nenhum conflito de interesses por continuar a ser o dono das Produçõs Fictícias e de garantir que nunca tinha dito que ia vender a sua participação, apenas se aparecesse uma boa proposta, o que não terá acontecido.

Para Gonçalo Reis este assunto é uma página encerrada, mesmo após uma carta pública de mais de 200 personalidades a pedir a continuação do ainda administrador dos conteúdos.

"Comecei a prepará-la nas últimas semanas, a partir do momento em que o meu querido Nuno Artur Silva não criou as condições objectivas para resolver de maneira absolutamente transparente o potencial conflito de interesses, devido à sua posição accionista nas Produções Fictícias", explica o presidente da RTP.

Em declaração escrita no jornal 'Público', Artur Silva recorda: "A
ntes de ser oficialmente nomeado, foi-me exigido que deixasse todos os cargos de administração que tinha nas minhas empresas, o que, obviamente, fiz. Ficou também estabelecido que a RTP não teria qualquer relação comercial, que não faria qualquer negócio, com qualquer empresa de que eu fosse accionista. O que foi escrupulosamente cumprido nestes três anos. Foi-me perguntado se eu punha a hipótese de vender as minhas empresas. Ao que eu respondi que sim, desde que tivesse uma boa oferta. O CGI referiu que seria melhor se o fizesse, mas nunca colocou a hipótese como uma condição".

Apesar de toda a polémica, o administrador diz que sai "muito honrado por ter tido esta oportunidade e por ter podido contribuir dando o meu melhor a partir deste lugar privilegiado para esta extraordinária instituição de serviço público, a RTP."

FUTURO DE DIRETOR DE PROGRAMAS
Mas Gonçalo Reis deixa também a indicação de que a continuação de Daniela Deusdado na direção de programas da RTP é uma questão de dias. 

"Uma vez concluído o projecto estratégico, apresentamo-lo ao GCI, somos formalmente indigitados, vamos ao Parlamento, e entraremos em funções. E aí trataremos das direções", explica, assegurando que Deusdado já lhe disse que "estava ao serviço da RTP" mas que "pretende voltar para a sua vida de produtor".

 

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