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Secretária de estado diz-se imune aos comentários após assumir homossexualidade

Graça Fonseca garante que a revelação de que é homossexual foi "uma afirmação política, mas não por razões políticas ou partidárias".
24 de agosto de 2017 às 10:14

A secretária de Estado da Modernização Administrativa, revelou, aos 46 anos, numa entrevista a sua opção sexual. Uma revelação que deu muito que falar já que é a primeira vez que um membro de um governo em Portugal sai do armário em pleno exercício de funções.

Graça Fonseca garante que o tempo agora é de agradecimento às mensagens de apoio que recebeu, garantindo que "importa pouco os comentários que atravessam os jornais online, algumas páginas nas redes sociais e outros canais abertos a todas as opiniões, até porque, no geral, nada mais acrescentam além de palavras de ódio e desprezo por pessoas sobre as quais nada sabem (nem querem saber)".

A política de 46 anos assegura que após a entrevista e estas palavras escritas no seu perfil pessoal do Facebook, o tempo é de dizer "obrigada às pessoas que me escreveram e que me "defenderam" no espaço público, sejam de direita ou de esquerda. A todas e a todos obrigada do coração".

Graça Fonseca escreveu esta quarta-feira que: "Tem sido tudo demasiado intenso para conseguir escrever seja o que for. Aqui fica o que consigo hoje. Recebi (e continuo a receber) muitas mensagens de pessoas que não conheço. São mensagens de esperança, de partilha de situações de discriminação, de agradecimento pelas filhas e filhos que recentemente assumiram a sua orientação sexual. E Isto sim é o que me importa, agora e sempre. Porque, acreditem, afirmar publicamente parte da minha identidade privada não é algo fácil ou que faça de forma leviana. Prezo muito a minha privacidade, a minha liberdade, a felicidade das pessoas que me são próximas e que não quero que sejam atingidas por algo que sou ou faço. Fi-lo porque acredito, mesmo, que fazê-lo pode ser importante para muitas pessoas e para ir mudando mentalidades. Fi-lo como uma afirmação política, mas não por razões políticas ou partidárias. Nunca cederia parte da minha liberdade (e da liberdade daqueles que amo) por razões dessa natureza. Importa-me pouco (mesmo nada) o que têm a dizer alguma personagens que, transitoriamente, ocupam lugares dirigentes em partidos políticos. Como disse na entrevista ao DN, o que me importa é o DNA dos partidos em Portugal. Também me importa pouco os comentários que atravessam os jornais online, algumas páginas nas redes sociais e outros canais abertos a todas as opiniões, até porque, no geral, nada mais acrescentam além de palavras de ódio e desprezo por pessoas sobre as quais nada sabem (nem querem saber). Agora é tempo de seguir em frente com o que sou e faço, não é tempo de mais entrevistas ou declarações públicas sobre algo que, sendo importante para mim, não me define no espaço público. E tempo de dizer obrigada às pessoas que me escreveram e que me "defenderam" no espaço público, sejam de direita ou de esquerda. A todas e a todos obrigada do coração."

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