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Sónia Araújo arrasa TVI: "As pessoas já estão fartas de programas com o 'Biggest Deal’"

Apresentadora de 46 anos dá a cara por novo programa na RTP, 'Cosido à Mão', que estreia este sábado em concorrência direta com reality show da televisão de Queluz de Baixo.
Por Hugo Alves | 27 de outubro de 2017 às 12:42
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Sónia Araújo arrasa TVI: "As pessoas já estão fartas de programas com o 'Biggest Deal’"
Foto: Liliana Pereira

Durante três semanas a estrela da RTP mudou-se de armas e bagagens para Lisboa para gravar o novo programa da estação. E sofreu...  A 28 de outubro ‘cosido à mão’ estreia na RTP 1 com a mão de Sónia Araújo que, aos 46 anos, continua feliz com as escolhas que tem feito. 

Porque é que aceitou este ‘Cosido à Mão’? 
Porque gosto de me pôr à prova, de novos desafios e da experiência de ter um formato novo, ainda para mais uma novidade em Portugal. Saio do meu horário das manhãs [A Praça] – embora, para o público, continue a estar todos os dias no ecrã. Estou muito honrada em estar à frente de algo tão diferente. 

Tinha vontade que a desafiassem, de sair da rotina de ‘A Praça’? 
Sim... embora ‘A Praça’ seja diferente todos os dias porque os convidados são diferentes todos os dias... mas obviamente que gosto de mudar de ares e de fazer outras coisas.

E na realidade... o que é que a Sónia percebe de costura? 
[Risos] O básico. Sei pregar botões, colchetes, fazer bainhas à mão e pouco mais...
 
É a cara do programa. Mas a versão inglesa quase não vive da apresentadora... 
Eu fiquei muito na retaguarda. Aqui, os jurados [ Paulo Battista e Susana Agostinho] e os concorrentes são o programa.
 
Viveram os três em harmonia? 
Correu lindamente desde o primeiro dia. O mais engraçado é que, ao fim de muitas horas de gravação, já estávamos todos só a dizer disparates. Mas ninguém arredava pé, nem se queixava.

Portanto para si foi, também, uma aprendizagem?
Sem dúvida. Eu estava  atenta e não arredava pé. Eu, a Su-sana [Agostinho] e o Paulo [Battista] acompanhávamos todas as provas. E todos me ensinaram alguma coisa. Claro que não foi um curso, mas fiquei com vontade de fazer coisas para mim e até costumizar a minha roupa. E quem vir o programa se calhar vai ficar também.

Diz que aprendeu muita coisa. Mas também ensinou?
Acho que sim. Passei aos jurados algumas experiências, já que eles estavam menos habituados à televisão. Mas eles também conseguiram desmontar a Sónia, porque foram muito espontâneos no que diziam e faziam.

Mudou-se durante as gravações dos 13 programas (em três semanas) para Lisboa. Foi complicado? 
Fui a casa ao fim de semana... mas foi pouco tempo. Contudo, foi pacífico. Já não é uma novidade. E isto comparado com o ‘Danças do Mundo’ nem foi nada. Mas o pior de tudo foi gravar os 13 programas em tão pouco tempo. Era sair de casa de manhã e chegar à noite. Andávamos todos esgotados.

Estava tranquila em deixar os seus filhos longe?
Hoje em dia há telemóveis para saber tudo... e para matar saudades. Esteve tudo controlado durante a minha ausência. Mas claro que custou um bocadinho: não estava na minha cama, não estava com o meu marido, a minha família... não tinha sequer o beijinho de boa noite e o abraço dos meus filhos... mas paciência. Tenho agora.

O Francisco, o Tomás (ambos com 8 anos) e a Carolina (14) sentiram a sua falta? 
A que mais sentiu a minha falta foi a mais velha [risos]. Acho que é por ser menina e mais sensível. Mas eles sabem que o meu trabalho é assim. E eles sabem que o que a mãe faz o pai também faz. A diferença é que com a mãe longe ao fim do dia há sempre um relatório de tudo o que eles fizeram.

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Isso quer dizer que, em casa, as tarefas com o seu marido (Vítor Martins) são divididas? 
O mais possível. Nem podia ser de outra maneira. Estamos no século XXI!
 
Parece lidar com tudo de forma simples. Mas é mãe-galinha? 
Acho que sou a típica mãe que gosta de saber tudo [risos].
 
Parece levar a vida com muita leveza... 
Sou organizada. A minha família está sempre acima de tudo. Mas sou muito feliz a conjugar a vida profissional com a vida pessoal. Nem sempre é fácil conjugar tudo. Há sempre coisas que vão falhando, porém não me posso martirizar por isso.
 
Mas tem tempo para o seu marido? Para namorarem só os dois... 
Arranjo. Desaparecemos só os dois de vez em quando.
 
Está na RTP todos os dias desde 1996. Ainda há magia em apresentar programas? 
O mais possível. Ainda me sinto empolgada como os miúdos que vão para a escola pela primeira vez. E é muito bom ter essa sensação ao fim de tantos anos a fazer televisão. E este ano tem sido maravilhoso...

E é para ficar para sempre na RTP? 
Nunca digo para sempre a nada...
 
Já foi sondada por outros canais recentemente? 
Faz parte. Sinto-me muito bem na RTP e, por isso, por agora é a minha casa. Mas não vou dizer que aqui vou morrer se não me tratarem bem... Agora, sou mesmo muito bem recebida onde estou.
 
O ‘Danças Pelo Mundo’ foi relembrar os tempos em que foi a nossa campeã do ‘Dança Comigo’? 
Lembrei-me muitas vezes desses tempos, até porque voltei a trabalhar com o Marco Di Camilis. Mas foi muito exigente. Foi um ritmo alucinante.
 
Ainda se sentia em forma? 
Acho que sim... obviamente aos 30 tinha mais gás, mas com 46 anos acho que não me portei nada mal.
 
Está preparada para se bater com o ‘Biggest Deal’ da TVI?
Nem me lembrava disso. Mas sim. Até porque acho que as pessoas vão preferir o ‘Cosido à Mão’ ao outro programa, do qual já estão fartas.

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