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Mãe de Rui Pedro "revoltada" com libertação de Afonso Dias

A mãe de Rui Pedro, o rapaz de 11 anos desaparecido em 1998, está "revoltada" com o facto de o homem condenado pela sua ausência poder ser libertado antes do fim da pena. Ao site FLASH! falou da amargura sentida e de como vê o filho em sonhos.
Por João Bénard Garcia | 22 de fevereiro de 2017 às 11:01

Filomena Teixeira, a mãe de Rui Pedro, o menino de 11 anos que desapareceu a 4 de março de 1998 em Lousada, na região do Porto, confessou ao site FLASH! a raiva que sente depois de ter lido na imprensa que a justiça se prepara para libertar Afonso Dias, de 41 anos, o homem que em março de 2015 foi condenado a três anos de prisão efetiva pelo crime de rapto do filho desaparecido 17 anos antes. Tudo porque o condenado já cumpriu dois terços da pena e poderá obter no início de março a liberdade condicional por bom comportamento.

"Só sei que sinto uma revolta tão grande. Tenho pena de viver num país onde as pessoas e as instituições não são o que deviam ser", declarou Filomena ao site FLASH!, com a voz embargada, confessando o quanto sofre quando o calendário marca mais um ano sobre o dia em que o filho desapareceu: "Já estou a começar a antecipar a data do desaparecimento do Rui Pedro. Sofro de mais. São 19 anos, mas para mim é como se fosse ontem".

A mãe de Rui Pedro – o rapaz que estando vivo terá completado 30 anos a 28 de janeiro em 2017 – acredita que Afonso Dias, o único acusado pelo seu desaparecimento, está a ser "vítima de chantagem". "Tenho pena que ele não fale. Ele tem de saber alguma coisa. Já me falaram que poderá estar a ser vítima de uma chantagem porque o fizeram fazer alguma coisa ao Rui Pedro e agora ele não fala porque também tem um filho pequeno e tem medo que a história se repita", argumentou, lamentando o sistemático silêncio do acusado.

SONHA COM O FILHO FELIZ E CRESCIDO

O que Filomena Teixeira nunca perdeu foi a fé em voltar a rever o filho desaparecido. "Tenho esperança de que, com trinta anos, ele seja um homem alto, com uma estrutura forte e só imagino o abraço que lhe vou dar e que a largura do corpo dele me abarcará. Sonho muito com o abraço maduro e crescido do Rui Pedro", revelou, sublinhando que nunca deixou de sonhar com o filho, não só como era em pequeno, mas imagina-o, já crescido, "sempre a sorrir".

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Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro, o menino que desapareceu de Lousada em 1998, com apenas 11 anos de idade

"Sonho muito com o meu filho. São sonhos muito bons, apesar de ultimamente andar numa fase em que acordo com a consciência de que vai fazer mais um ano sobre a data em que ele desapareceu", garantiu Filomena Teixeira, deixando contudo uma janela de esperança no seu coração: "sonho também muito com ele em pequeno, a brincar com a irmã, os dois muito felizes. Estou a sonhar e sinto-me feliz. É tão bom… Às vezes acordo a falar alto, olho para o lado e digo: ‘ai meu Deus, isto não me está a acontecer’", confessou.

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