Sandro Bettencourt
Sandro Bettencourt Por detrás das câmaras

Notícia

Crime público

A violência doméstica sofrida por Bárbara Guimarães é muito mais do que um assunto da vida privada de uma figura pública. É um ato hediondo que deve ser denunciado, noticiado sem eufemismos ou pudores de qualquer espécie.
03 de novembro de 2017 às 21:05
...
Crime público

O desfecho do primeiro processo movido contra Manuel Maria Carrilho por violência doméstica- no qual apenas foram julgados acontecimentos posteriores ao divórcio-acabou por ter o desfecho que há muito presumia.

O ex-ministro da cultura foi condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa. Muito pouco, na minha singela opinião, para quem sempre disse que nunca agrediu a ex-mulher; para quem expôs na imprensa detalhes da vida privada de Bárbara Guimarães e demonstrou total indiferença pela integridade física e psicológica dos filhos.

Resta saber qual será o veredicto da justiça em relação a um segundo processo que está a decorrer e que diz respeito a factos ocorridos durante o casamento. Acompanhei de perto todo este caso e congratulo-me com o facto de a CMTV e o Correio da Manhã, ao contrário de outros órgãos de comunicação social, nunca terem virado a cara a um crime público.

A violência doméstica sofrida por Bárbara Guimarães é muito mais do que apenas um assunto da vida privada de uma figura pública. É um ato hediondo que deve ser denunciado, noticiado sem eufemismos ou pudores de qualquer espécie. Tapar os olhos, não escrever ou falar sobre o assunto é pactuar, mesmo que de forma indireta, com selvajaria no seu estado mais puro.

Ao longo de 3 anos, ouvi, incrédulo, colegas de profissão a afirmar que este tipo de notícias não cabem em jornais ou televisões de referência. Então para que servem esses mesmos jornais e televisões de referência, que estiveram "mudos" desde o final de 2013 até agora? É impossível entender, quanto mais perdoar, um homem que utiliza a força para subjugar e diminuir uma mulher. É impensável ficar em silêncio perante um crime.

Mais notícias de O tal canal

Obviamente, demitam-no

Se Nuno Artur Silva está agarrado à cadeira do poder, alguém que mande a sério na RTP ponha este administrador na rua. Estamos fartos de negócios pouco transparentes.

A SIC para lá do limite

Há crianças mal comportadas, famílias desestruturadas e uma psicóloga clínica, que se propõe resolver tudo, em frente às câmaras. O resultado é emocionalmente mais violento do que um 'reality show', com 'Supernanny' debaixo de fogo.
O Grito

O Grito

É sabido que o Romantismo foi um movimento cultural que só contribuiu para atrasar o mundo. Todo o herói romântico sofre muito, seja de solidão, de desamor ou de doença. E sofre porque se entrega à sua desgraça de quem, podendo escolher entre vários destinos, se atira de cabeça para o pior de todos, como quem se atira para uma piscina vazia quando se apaixona pela pessoa errada.
Omissão

Omissão

Omissão: s.f. Acto de fugir ao que nos causa problemas; o mesmo que cobardia.

Crianças da IURD

Esta enorme árvore onde se mistura crendice e crime, tende a tapar a floresta. E a floresta esconde os técnicos de acção social, magistrados, juízes que, há cerca de vinte anos, permitiram que tudo isto acontecesse.
O fim de Júlia Pinheiro

O fim de Júlia Pinheiro

Perde sempre como apresentadora e está perdida como directora. "O Goucha vai dar-nos uma sova tremenda", diz, com um "grande sorriso". Assim vai a SIC: de mal a pior.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável