Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão Meu Amor

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Olha que dois!

A TVI escolheu o apresentador da próxima edição da Casa dos Segredos, e isso pode acabar com uma amizade de décadas.
05 de janeiro de 2018 às 07:39
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Olha que dois!

O baú da memória guarda o nome desta crónica num programa que juntou Teresa Guilherme e Manuel Luís Goucha, na RTP dos idos de 90. A química era tão grande que o País desconfiou que os dois seriam algo mais que colegas. Pude, pessoalmente, quando trabalhei com ela na direcção de Francisco Penim, na SIC, testemunhar que Teresa Guilherme nutre uma admiração sincera por Goucha.

A sucessão à frente dos reality shows, com Manuel Luís a tomar o lugar de Teresa na Casa dos Segredos, é, por isso, um daqueles acontecimentos sísmicos, susceptíveis de suspender uma amizade antiga. Isso em nada altera a análise que se pode fazer à carreira de Goucha. É ele que vai estar sob as luzes da ribalta. Alguém que começou acantonado na culinária é hoje um vulto da televisão portuguesa. Fez a primeira incursão no estrelato com Momentos de Glória, em 1993, na antiga TVI. Era o sinal da ambição: entrevistou estrelas internacionais, à custa de grandes orçamentos, mas sem qualquer sucesso.

Manuel Luís soube gerir a carreira como ninguém, sempre a subir, e com a sabedoria do tempo. Durante anos perdeu no day time, e ganhou fama de estraçalhar pretendentes a partenaire. Até que lhe apareceu Cristina Ferreira, e percebeu que era a oportunidade da sua vida. Tolerou-a, ajudou-a a crescer. Acabou a beneficiar de alguém que já é maior que ele. Se falhar na Casa, terá recuo. Mas a máquina da TVI não o deixará cair, como fez com Teresa Guilherme. Se isso acontecer, talvez nessa altura se possam reconciliar. Uma amizade assim é rara entre estrelas de televisão.                            

Malato e a devida reserva
Não beneficia ninguém a polémica pública entre a TVI e José Carlos Malato. A revelação de um alegado convite, pelos vistos, indispôs os responsáveis de Queluz de Baixo. A ditadura das redes sociais retirou qualquer noção de reserva a esta indústria, e, com isso, ficamos todos a perder, espectadores incluídos.


Presidente-TV
Depois de anos a fazer os comentários dominicais, o Presidente da República sabe como ninguém como funciona a televisão. Basta uma câmara para Marcelo Rebelo de Sousa exercer o poder. Esta semana, a mensagem de ano novo deu em directo em 7 canais ao mesmo tempo. Abriu com uma frase prodigiosa: "Portugal é onde se encontre um português." 

Fim de ano
A passagem de ano foi uma síntese do estado da arte. A TVI arrasou com um especial A Tua Cara não Me É Estranha. A estação tem tantos recursos que resiste, muito à frente da concorrência, aos vários flops do ano. A SIC  entrincheirou-se no musical de Baião, e não ganhou, naturalmente, mas também não perdeu o segundo lugar. Ou seja: a SIC não dá luta à TVI, mas também beneficia da fraqueza da RTP. Que, por sua vez, teve uma emissão meio surreal, com o 5 Para a Meia-Noite no Terreiro do Paço, em Lisboa, a fazer o que pode. E a mais não foi obrigado. Último lugar, claro. 


Os limites do amadorismo
O caso merece ser clarificado: a RTP anunciou o jogo do Benfica para a Taça da Liga, mas depois mudou para o do Porto, já que a equipa da Luz foi eliminada. Só que, à última da hora, a SPORT TV fez valer os direitos exclusivos, e o jogo do Porto deu em sinal fechado. Resultado: a RTP não deu nem um nem outro. Quem enganou quem? Quem se esqueceu de falar com a SPORT TV? Quem está no limite do amadorismo?

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