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Quem quer mandar na RTP?

Nova administração da TV do estado pode ir a concurso. É uma possibilidade nunca executada: o Conselho Geral Independente pode abrir o chamado "procedimento concursal" para escolher a próxima equipa que vai mandar na estação do Estado.
26 de janeiro de 2018 às 13:06
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Quem quer mandar na RTP?

O ambiente está tenso na RTP. As relações empresariais entre o administrador de Conteúdos, Nuno Artur Silva, e o director de Programas, Daniel Deusdado, dificultam a revalidação do mandato dos administradores. A teia de negócios entre os dois, sócios à época da nomeação (como agora revelou o Correio da Manhã), e a manutenção de interesses privados por parte do administrador, são susceptíveis de obrigar a uma mudança da equipa dirigente da empresa, algo que seria impensável há apenas alguns meses.

A moral da história é simples: Nuno Artur Silva até pode ficar mais três anos à frente da estação, mas, caso isso aconteça, no actual quadro de escândalo, passará três anos fechado no gabinete, sitiado dentro da empresa que dirige, e com todas as decisões que venha a tomar sob suspeita. É aqui que entra a reflexão sobre a escolha da próxima equipa dirigente.

As normas prevêem a possibilidade de haver um concurso. Ora, se é verdade que tal concurso nunca se realizou, também é verdade que, até hoje, nenhuma personalidade da indústria, nenhum "senador da televisão", por assim dizer, assumiu estar disponível para liderar, revolucionar e devolver o prestígio à RTP. Porque isso facilitaria o trabalho do CGI, que tem a tarefa de escolher a equipa dirigente.

A haver candidatos, que avancem agora. Caso contrário, será difícil fugir à acusação de falta de comparência. A ser assim, talvez Gonçalo Reis tenha de continuar. Ora, a melhor solução será que o Presidente troque de administrador de Conteúdos. A bem da transparência de uma indústria tão sensível como esta. 

SIC forte ao almoço

O Primeiro Jornal da SIC dá cartas,e luta com a TVI, olhos nos olhos. Bento Rodrigues e a equipa da uma da tarde está estável há muitos anos, e isso ajuda, naturalmente. É o único horário de informação, em Carnaxide (cabo incluído), que chega a liderar, e com capacidade de resposta. Não pode ser um acaso. 

Jornalismo na TVI

A história foi prejudicada por ter começado no auge do caso da Raríssimas. Agora, a dimensão jornalística das adopções ilegais na IURD está a impor-se. Já não se trata de um caso da TVI: a investigação tem recebido avanços importantes de outras redacções. Mas a TVI tem batalhado para não se atrasar. Mérito das duas jornalistas envolvidas na investigação inicial. 

Desafio a balsemão

Um menino de 5 anos (cujo rosto não mostramos, porque isso seria uma baixeza) é castigado, no horário nobre da SIC, obrigado a sentar-se num tapete (com a marca do programa, claro, porque o marketing não pára), e encostado à parede, durante 5 minutos (um minuto por cada ano de vida). Perante a desumanidade do formato, gostaria de lançar um desafio público ao líder histórico da SIC: o que pensa Francisco Pinto Balsemão do comportamento da sua estação, ao emitir este formato? Está confortável?

O calvário do canal 1

Mais um domingo com um resultado ridículo, na RTP1. Na verdade, nem se pode dizer que a direcção do canal não esteja a tentar. Domingo passado, a tarde teve o Tintim e uma comédia romântica, com Billy Cristal. Que grande evolução desde o tempo do delírio de Bollywood no serviço público português! Mas nada resulta: 9,2%, no dia. Quando se entra numa espiral descendente, é muito difícil recuperar.

 

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