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SIC, como foi possível?

A carreira de 'Supernnany' chegou ao fim. Ao insistir num formato que foi, objectivamente, um erro gravíssimo, Carnaxide criou condições para uma decisão judicial que, sendo justa, representa um precedente perigoso. Culpa da estação.
02 de fevereiro de 2018 às 07:00
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SIC, como foi possível?

O mal está feito. Primeiro, ao decidir colocar em grelha a 'Supernanny', a SIC errou, porque decidiu apostar num conceito do século passado, quando, nos dias de hoje, a mobilização da sociedade em defesa de causas e das vítimas, mesmo contra os media, já é muito diferente dos tempos em que as televisões tinham lideranças iluminadas, à maneira de Rangel e Moniz.

Pior: não contente com este erro de percepção, a estação ignorou os sinais dados pelas críticas feitas à primeira emissão, e manteve o formato no ar.

Ora, o programa ultrapassava todos os limites. Sim, o dano causado à reputação do canal será problema exclusivo de Carnaxide. Já o facto de a SIC ter aberto o flanco a uma intervenção judicial sobre um programa televisivo é um gravíssimo precedente ao nível da liberdade de expressão.

Na verdade, a estação deu motivos à justiça para intervir, escudada em princípios simples, cristalinos e perceptíveis por toda a sociedade: o tribunal decidiu em nome da defesa do superior interesse das crianças. Nada mais claro, e inatacável.

Aqui chegados, é imperioso perguntar: como foi possível? Como chegou a SIC a este patamar de degradação total da responsabilidade e do reconhecimento social da estação? Como foi possível o líder histórico da empresa, Francisco Pinto Balsemão, ter ficado sozinho, a liderar uma reunião com Luís Proença e Ricardo Costa, para colocar algum bom senso na companhia? O comunicado da SIC não fala em retomar o programa. Fez bem. O melhor é aproveitar este silêncio, deixar a 'Supernanny' cair no esquecimento, e trabalhar para recuperar o prestígio do canal.

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