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Paulo Abreu
Paulo Abreu O tal Canal

Notícia

Tanta miséria pegada

Eduardo Madeira despe-se para ser notícia e vai à TVI falar do tamanho do seu sexo, acompanhado pela mulher. Filomena Cautela pergunta a Alexandra Lencastre, na RTP, quais os palavrões que mais diz no dia-a-dia. E Maria Vieira elogia Salazar. Gente pequena, esta.
05 de agosto de 2017 às 07:01

1. Diz-se que uma desgraça nunca vem só, e começo a acreditar que é bem verdade esta expressão popular. Eduardo Madeira, agora presença assídua nas manhãs do Você na TV!, da TVI, volta a ser notícia, não pelos seus talentos para o teatro, televisão ou humor, mas por causa do seu órgão sexual. Vamos a um exemplo: a mulher, Joana, referindo-se ao pénis do "artista" que adora ser notícia por se despir na via pública, disse a Manuel Luís Goucha que "não existe nada por onde pegar".

Mas há mais matéria (miserável) neste programa da estação de Queluz de Baixo, líder de audiências: a propósito do que o casal costuma levar na mala para férias, Manuel Luís Goucha encontrou um preservativo.
"Olha, da maneira que isto anda, um preservativo deve dar para as férias todas", disse Eduardo Madeira. Questionado ainda pelo anfitrião das manhãs da TVI com o facto de a camisinha ser ‘tamanho XL’, logo Joana Madeira disparou, do outro lado plateau: "Então não deve ser o dele." Sem comentários. 

2. Daniel Deusdado assumiu a direcção de Programas da RTP há mais de dois anos, mas ainda não conseguiu colocar um travão nos conteúdos e no tipo de linguagem do 5 para a Meia-Noite. Vamos a mais um exemplo: na quinta-feira, Filomena Cautela perguntou a Alexandra Lencastre, para a rubrica Pressão no Ar, quais os dois palavrões que mais costuma dizer no dia-a-dia. A actriz respondeu prontamente "cabrona" e "colh…", mas, dez segundos depois, apercebendo-se do excesso de linguagem, perguntou à produção se podia cortar a "parte dos colh…", repetindo o palavrão.

Mesmo sendo o 5 para a Meia-Noite gravado, e depois de a apresentadora Filomena Cautela lhe ter dito para "ficar tranquila", ninguém lhe deu garantias de que o palavrão seria cortado na edição do programa da RTP. Apesar do pedido de Alexandra Lencastre, a RTP deixou passar o palavrão. Sem comentários, caro Daniel.

3. A juntar a tudo isto, voltámos a ter Maria Vieira, de 60 anos, a dizer disparates, desta vez a defender a ditadura de Salazar para atacar Marcelo Rebelo de Sousa. Bendita democracia, que permite estes devaneios de gente tão pequena…

* O autor desta crónica escreve de acordo com a antiga ortografia.

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