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Trapalhadas

Talvez tenha sido o debate televisivo mais desequilibrado da nossa democracia. Santana esmagou Rio. Isso significará que vai ganhar? Ou os debates na TV não são tão decisivos como se pensa?
12 de janeiro de 2018 às 10:05
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Trapalhadas
Foto: Lusa

O debate entre os candidatos à liderança do PSD não apaixonou ninguém. O desinteresse dos espectadores pela política é crescente, e a política faz jus a esse desinteresse dos cidadãos, a ponto de o aprofundar com golpadas de partidos, decisões pouco éticas em causa própria e picardias artificiais que desprezam o interesse nacional.

Mas, amigo leitor e amiga leitora, esta semana decidi, creio que por uma boa razão, partilhar algumas reflexões sobre o primeiro debate entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio, os dois candidatos à presidência do PSD. Passo a explicar: foi o debate político mais desequilibrado da história da televisão em Portugal. Um dos candidatos, Rui Rio, foi massacrado. Uma batalha com resultado tão desigual é uma ocasião única para avaliar o real impacto dos debates televisivos nas corridas eleitorais, impacto esse que sempre considerei artificialmente inflacionado. Ou seja: Rui Rio calou-se perante perguntas retóricas do opositor, não esclareceu quais as trapalhadas de que acusa o seu adversário, não teve argumentos, não mostrou sangue frio para contra-atacar em nenhuma ocasião, em suma, mostrou-se totalmente impreparado para a tensão do cargo a que concorre. Se, apesar de tudo isso, vier a ganhar, isso será um sintoma importante de que um debate na televisão não é tão decisivo assim, porque se limita, em geral, a reforçar a convicção dos que já tomaram uma decisão.

Amanhã veremos quem ganhou o lugar de oponente no próximo debate histórico, com António Costa, Primeiro-Ministro e líder do PS. Terá Rui Rio nova oportunidade?               


A realização do dérbi
A transmissão do Benfica-Sporting aconteceu na BTV. Durante os 90 minutos de jogo, não houve um único plano dos adeptos sportinguistas, que enchiam a bancada que lhes estava destinada. Nem quando festejaram um golo. A falta de um manual de realização igual para todas as transmissões é responsabilidade da Liga.

Eurovisão no feminino
A anunciada presença de quatro apresentadoras à frente da Eurovisão é uma boa notícia. Não por serem mulheres, mas por se tratar de profissionais de excelência, como Catarina Furtado. Já a opção por Filomena Cautela até pode fazer sentido, na estrita óptica desta RTP, mas é  bastante discutível.  


Fernando mendes estica a corda
Dia 2 de Janeiro, Fernando Mendes esticou a corda, e tirou a roupa durante O Preço Certo. Numa altura em que é um homem totalmente só, dentro da RTP, terá, talvez, perdido a paciência, e deixou-se levar pelo calor do momento. Está lançado o caminho para a deriva total no Preço Certo: esticar a corda é dar argumentos aos que querem exterminar o programa, com a alegação encapotada de que não é serviço público.

RTP: ano novo horrível
O canal 1 tem um péssimo arranque de 2018. Até 7 de Janeiro, houve dois dias na casa dos 9% de share, muito abaixo dos limites mínimos admissíveis para uma televisão do Estado. A média mensal vai em 11,5% – há um ano, estava à beira dos 13%. Estamos apenas no início, mas a aposta em séries, totalmente divorciadas do público, está a sugar toda a energia e a depauperar os orçamentos. Terá fundo este poço?

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O Tinder, essa aplicação que aproxima ainda mais quem já esta na área. Há quem diga que já se casou, que fez amizades para a vida, tanto oiço histórias da carochinha como de engates manhosos. Nunca vou saber como funciona, mas parece que anda meio mundo por ali, a navegar no pastel de nata virtual, à procura de sexo gratuito porque não imagino que marquem encontros para ir ao Arco ver arte contemporânea.
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