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Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto Pessoas como nós

O passo certo

Nos meus sonhos a minha casa é sempre igual. Silenciosa, romântica e serena, como o meu coração quando me apaixono. Já lá vão alguns anos desde que tal fatalidade me aconteceu.

A minha amiga sueca

Uma coisa é certa: a Suécia não é um pais quente, mas com amigos suecos nunca tens o coração frio. Eles não verbalizam os afetos, primeiro porque não estão habituados e depois porque não precisam.

Bolos e chapadas

Podes arrumar a casa, arrumar a vida, arrumar a cabeça, podes até arrumar o desejo, fechá-lo numa caixa e dizer-lhe fica aí quieto e sossegado, até podes arrumar o espírito, mas o coração Pedro Miguel, sabes que isso é impossível.

Há mais vida

Há muito que não ouvia Water Boys, nem Smiths, nem outras bandas do tempo em que os smartphones só apareciam em filmes de ficção científica. Não sou dada a nostalgias, gosto de descobrir bandas novas, mas há músicas que são como certos amores, quando nos entram para o coração, nunca mais saem. Ninguém tem culpa, é uma coisa que pode acontecer.

O rapaz da lancheira

Todas as grandes histórias de amor passam por um banco de jardim, desde a paixão dos meus pais até ao 'Notting Hill'. Há sempre um rapaz tímido, uma rapariga decidida, há sempre confidências e sorrisos, abraços adiados e beijos desejados.

Quarta-feira de cinzas

Há momentos na vida em que pensas que o mundo à tua volta se vai transformar num desastre natural que te pode tirar de casa para sempre. Uma força superior e devastadora vai levar-te pelos ares como o ciclone fez à casa da Dorothy. E, no fim da tua história, só tens solidão, destruição e caos.

Para ti Rita B

Sonho mais com lugares que já conheço do que com destinos que nunca visitei. Não tenho talento para esquecer. Quem me dera, mas nunca tive.

De Óbidos à Lua

Tenho a mania de ouvir as conversas de estranhos, acredito que o meu radar de escritora pode sempre apanhar um pormenor interessante, uma expressão inesquecível, ou apenas uma fatia de vida, uma amostra da condição humana, um "momento Kodak", para mais tarde recordar.

Solistício de verão

No dia mais feliz do ano acho que sou tão feliz em Belém como na Sardenha. E nem sequer tenho de apanhar nenhum avião. Afinal, a felicidade nunca está num lugar, está sempre ou na cabeça ou no coração. E se estiver nos dois ao mesmo tempo, então é o pleno.

Por um triz

Beatriz, o meu sétimo céu, que não é de éter nem de loiça como canta a Ana Carolina, mas que é loucura e que talvez chore num quarto de hotel, foi a minha maior aventura e o meu maior desastre. Com ela aprendi que não há limites e como é perigoso ser feliz.

Sem olhar para trás

Tenho medo de passar a rebentação, não sei mergulhar por debaixo das coisas, nunca soube, e o que me acontece se depois não conseguir voltar?

Contar pontos

Para a semana vamos para Formentera onde nunca fui. Quero viajar contigo e fazer tudo o que me apetecer contigo ao lado. Talvez aprenda a contar pontos, enquanto tecemos todos os dias uma vida nova.

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