Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas Dicionário do amor

Papel

Papel: s.m. Meio de transporte reservado aos sonhadores. Só os pobres de espírito precisam de asas, ou de aviões, para voar.

Papão

Papão: s.m.: aquele que não é necessariamente bicho; mau não é querer comer muito — mau é querer comer aquilo a que não temos direito.

Pão

Pão: s.m.: aquilo que se precisa para a boca como de amor para a vida. Ninguém vive sem pão nem sem amor.

Pantanal

Pantanal: s.m. Espaço ocupado apenas pelos répteis; quem ama não rasteja — só voa com os pés, e o corpo todo, no chão.

Panaceia

Panaceia: s.f. O mesmo que criatividade; toda a infelicidade é falta de imaginação.

Paleta

Paleta: s.f. Aquilo que usas para poderes ver qual a cor que vais usar no que te acontece; o que interessa não é a cor que usas — é a cor que sentes quando a usas.

Palco

Palco: s.m. Espaço só conhecido pelos corajosos — e só invejado pelos cobardes. Falhado não é o que é assobiado — é o que se esconde com medo do assobio.

Pai

Pai: s.m. Criatura mágica, avistada apenas por filhos amados. A magia de algo, ou de alguém, está em quem a vê — e não em quem a faz.

Ópio

Ópio: s.m. Aquilo que serve para salvar os desapaixonados do tédio; só quem não ama se entedia.

Opinião

Opinião: s.f. Aquilo que mais é oferecido sem ser necessitado — na minha opinião, claro.

Opaco

Opaco: adj. Aquilo que nos protege do que nos magoa — e também, claro, aquilo que nos protege do que nos deixa felizes. Agora pensa: vale a pena abdicar dos dois só porque tens medo de um?

Onírico

Onírico: adj. Antónimo, e sinónimo, de real. Só quem tira os pés do chão merece andar na Terra.

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