pub
Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas Dicionário do amor

Ofender

Ofender: v. Aquilo que só fazes a quem te ama; quando alguém que não amas te ofende não te ofende coisa nenhuma — e é sequer pensar que o faz que é ofensivo.

Ódio

Ódio: s.m. Aquilo que sentem os que nada sentem; nunca alguém apaixonado odiou alguém.

Ocultar

Ocultar: v. Movimento involuntário de todos os humanos; somos aquilo que não conseguimos deixar de esconder. E um dos maiores fascínios da vida é não sabermos o que está por trás de cada porta.

Oco

Oco: adj. Aquele que, apesar de estar cheio de si, está irremediavelmente vazio.

Ocaso

Ocaso: s.m. Momento em que tudo se apaga no meio de nós; não precisamos de luz para ver o amor — precisamos do amor para ver a luz.

Óbvio

Óbvio: adj. Aquilo que ninguém vê, como é óbvio. Só o desinteressante é evidente.

Nus

Nus: adj. Diz-se que é o estado temporário daqueles que não se vestem — quando se devia dizer que é o estado permanente daqueles que não sentem.

Nunca

Nunca: adv. Aquilo que, apesar de definitivo, tende a não ser eterno. Nunca sintas nunca.

Número

Número: s.m. Aquilo que, para os cabrões, significa tudo — o que é mais uma prova de que não valem nada. Nada do que vale a pena na vida é contável.

Nota

Nota: s.f. Pedaço de papel responsável por todos os pedaços de merda que o mundo possui. Para muitos, o mesmo que Deus.

Nexo

Nexo: s.m. Aquilo que, por vezes, de tanto ser procurado, acaba por se perder. Há amiúde que perder algum nexo para ganhar alguma vida.

Nadar

Nadar: v. habilidade que consiste em fazer de tudo para não ir ao fundo; o mesmo que amar.

Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável