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Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas dicionário do amor

Pedro Chagas Freitas: Jogo

Jogo: s.m. O mesmo que realidade; somos todos, mais do que aquilo que somos, aquilo (em) que estamos. A vida é uma questão de sorte; mas tendem a ser os mais pessimistas os mais azarados.

Pedro Chagas Freitas: Jejum

Jejum: s.m. Carência do mais primário que temos na vida; à privação do que nos faz sobreviver chama-se fome; à privação do que nos viver chama-se solidão.

Pedro Chagas Freitas: Jaula

Jaula: s.f. Espaço reservado aos desamados; só quem nunca amou pode acreditar que o amor serve para prender; um amor que prende não é amor nenhum, mas um amor que larga também não é amor nenhum.

Pedro Chagas Freitas: Honesto

Honesto: adj. Criatura rara, em vias de extinção, que não fecha os olhos para ver o que seria tão fácil não ver; qualquer um ama o que não existe - mas só um herói (ou um tanso) ama o que, existindo, pode matar o que ele sempre pensou existir.

Pedro Chagas Freitas: História

História: s.f. Aquilo que fazes do que te está a acontecer agora mesmo; qualquer banana sabe contar uma história – mas só os eleitos sabem fazê-la.

Pedro Chagas Freitas: Hamar

Hamar: v. Forma irreepreensível de escrever “amar”; tudo o que nos tira do sério nos faz errar – e é nunca sairmos do sério o único erro.

Pedro Chagas Freitas: Hábito

Hábito: s.m. Método infalível de aferição do que sentes: nada do que é pequeno resiste à rotina. O hábito faz o monge, mas faz ainda mais o amor.

Pedro Chagas Freitas: Gota

Gota: s.f. Aquilo que os infelizes querem que lhes encha o copo; só o que faz transbordar o copo vale a pena beber – e viver.

Pedro Chagas Freitas: Gostar

Gostar: v. Mistura equilibrada de equilíbrio e inconsequência; só se gosta do que nos faz cair, ou então do que nos faz levantar – mas nunca se gosta do que não nos faz nada.

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