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Night Summit: É por aqui que eles andam noite dentro de copo na mão

É à noite que os empreendedores se soltam e conhecem oportunidades de negócio. Lisboa encheu-se deles, durante a Web Summit. Mas foi entre o Bairro Alto, o Cais do Sodré, Alcântara e o Beato que se fecharam negócios de copo na mão. E até se marcaram encontros, através do Tinder.
Por Isabel Laranjo | 09 de novembro de 2017 às 18:33
No Cais do Sodré há muitos empreendedores e até encontros arranjados através da aplicação Tinder. Neste caso, não houve 'matches' mas não faltaram brindes Neste bar do Bairro Alto estiveram diversos grupos de participantes da Web Summit. Um irlandês ficou encantado com o conceito de haver um pub português Nuno Machado, Eduardo Gomes e David Pestana realçam a oportunidade de negócio que estes clientes representam e até tiveram que pedir reforços para conseguir servir tantos empreendedores da Web Summit Dois empreendedores conversam numa das mesas do Pub Português António Caracol, dono do restaurante O Caracol, no Bairro Alto, conta que um empreendedor gastou 180 euros só em vinho do Porto Dois jornalistas dinamarqueses também passaram pelo Bairro Alto. Vieram cobrir o evento cerca de 2500 jornalistas estrangeiros Nas ruas do Bairro Alto, o mais boémio de Lisboa, nota-se maior segurança e ainda mais estrangeiros nas ruas É nas saídas noturnas que se fazem muitos conhecimentos e se conhecem novas oportunidades de negócio, após as palestras diurnas Muitos bares fazem promoções especiais e contratam pessoal para espalhar a mensagem entre os participantes da Web Summit Às portas dos bares convidam-se os empreendedores a entrar, fazendo referência à Web Summit Na rua da Atalaia, Oriana e Mickael estão à porta do bar onde trabalham e falam num reforço do policiamento na zona, durante os dias da cimeira internacional de tecnologia Nota-se maior vigilância nas ruas durante estes dias A brasileira Renata Baracat confirma que é na descontração da noite que se fazem bons negócios No Largo do Camões um carro de nova geração, o veículo oficial da Web Summit, dá nova luz à zona A Rua Cor de Rosa foi outro dos pontos de encontro dos empreendedores Os cocktails à base de espumante são a especialidade de um dos bares escolhidos pela organização para recomendar aos participantes da Web Summit Durante a reportagem do site Flash! nota-se, sobretudo, a presença de muitos nórdicos na noite lisboeta As ruas estão desertas por volta das 2 da manhã mas os bares continuam cheios de empreendedores O Hub Criativo do Beato foi o palco da grande festa de encerramento da Web Summit Em fim de noite, os participantes da Web Summit finalmente descontraem. É que o tempo é passado, mesmo nos bares, a fazer negócios e contactos A festa faz-se sobretudo no exterior do Hub Cultural do Beato, nos antigos armazéns da manutenção militar A luz é o principal elemento decorativo na 'after party' do Beato É fim de festa e os empreendedores, muitos dos 60 mil que passaram por Lisboa, despedem-se do Hub Cultural A cidade adormece e despede-se da Web Summit, na sala de visitas de Lisboa, o Terreiro do Paço
A noite de todos os negócios da Websummit
Paddy Cosgrave, 35 anos, irlandês, é o fundador da Web Summit. O conceito desta grande feira de tecnologias começou em Dublin mas acabou por ter que abandonar a Irlanda, por questões financeiras.

Lisboa foi, pelo segundo ano consecutivo, o palco escolhido para a Web Summit que trouxe à capital portuguesa cerca de 60 mil pessoas de diversas nacionalidades e com todo o tipo de negócios, ao nível das novas tecnologias.

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A festa faz-se sobretudo no exterior do Hub Cultural do Beato, nos antigos armazéns da manutenção militar
Durante o dia, o trabalho é intenso. "Hoje estive desde as 9 da manhã, numa conferência, e só saí de lá pelas 6", conta Renata Siqueira Bacarat, brasileira, uma das participantes na Web Summit. O site Flash encontrou a advogada na rua das Salgadeiras, no Bairro Alto. 

NEGÓCIOS E DIVERSÃO

Descontraída, com uma sidra na mão, Renata explica a importância da Night Summit, um evento paralelo, disperso pelas principais zonas de diversão noturna da cidade. "Depois de um dia inteiro a trabalhar, esse é o ambiente propício para todo o mundo descontrair, conhecer gente de todo o mundo e os negócios em que trabalham. Bom, continuamos a trabalhar, fecham-se até muitos negócios, mas estamos divertidos".

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Nas ruas do Bairro Alto, o mais boémio de Lisboa, nota-se maior segurança e ainda mais estrangeiros nas ruas
Adiante, na rua da Barroca, fica o Pub Português. "Isto tem sido uma loucura!", avança Nuno Machado, dono do espaço. "As marcações são feitas com alguns meses de antecedência. Só que ontem apareceu-nos, de repente, um grupo de 90 pessoas. Tivemos que chamar reforços".

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Nota-se maior vigilância nas ruas durante estes dias
Um dos clientes era irlandês e "achou imensa graça ao nosso conceito de haver um pub mas português". Ali ouvem-se sucessos dos anos 80 e 90 mas também muito rock e pop português. "São clientes que não querem demasiado barulho, até nos pedem para baixar um bocadinho o som", prossegue.

NÃO OLHAM A PREÇOS

O melhor de tudo, para os bares, restaurantes e discotecas é que estes empreendedores, capazes de pagar 850 euros pela participação na Web Summit "são clientes que não olham a gastos. Pedem e não querem saber se é, ou não, o gin mais caro da casa", avança o gerente do Pub Português, Eduardo Gomes.

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Nuno Machado, Eduardo Gomes e David Pestana realçam a oportunidade de negócio que estes clientes representam e até tiveram que pedir reforços para conseguir servir tantos empreendedores da Web Summit
Em frente fica o restaurante O Caracol. O dono, António Caracol, nem queria acreditar quando "entrou aqui um homem na casa dos 60 anos, de pulseira dourada - devia ser investidor - e além de pagar a conta a todos o que o acompanhavam ainda pediu garrafas de vinho do Porto. Só em vinho do Porto gastou 180 euros".

Pela rua, nota-se uma presença policial reforçada. "Isso claramente. Durante estes dias a polícia está em mais locais do bairro e passa mais vezes", acrescenta António Caracol. 

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David Pestana, barman do Pub Português, reforça: "Eles não dão problemas. Vê-se que são 'nerds', portam-se bem. Mesmo quando bebem uns copos a mais só falam nas conferências e nas apresentações do dia seguinte. Resta saber depois como é que correm essas conferências, mas devem correr bem", ri-se.

MAIS POLÍCIA NA RUA

O site Flash! percorreu, ainda, a rua da Atalaia, uma das mais movimentadas do Bairro Alto. E foi então que notámos, efetivamente, o reforço policial. Na Tendinha da Atalaia, Oriana e Mickael confirmam-no.

Num espaço de 20 minutos vimos 2 patrulhas, de 2 agentes cada, apeadas. A ordem impõe-se, no meio do caos noturno, da música alta, do álcool e da presença de ainda mais clientes do que é habitual, no bairro mais boémio da cidade.

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A Rua Cor de Rosa foi outro dos pontos de encontro dos empreendedores
Descemos até ao Cais do Sodré. Passava pouco da 01.00. A Pensão do Amor - um conhecido bar da zona - estava repleta e a porta fechada, por não poderem entrar mais clientes. 

O TINDER A FUNCIONAR... OU NÃO!

A rua Cor de Rosa apresentava a habitual multidão, que só se dissipa aos domingos, quando os bares e discotecas estão fechados. Os participantes espalham-se pelos vários bares da zona mas é na Espumantaria, um dos locais referenciados pelo certame, que há maior concentração de empreendedores.

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Durante a reportagem do site Flash! nota-se, sobretudo, a presença de muitos nórdicos na noite lisboeta
Dois portugueses, na casa dos 30, brindam na esplanada. A aplicação para encontros Tinder também é muito popular entre os participantes da Web Summit. Mas estes não tiveram sorte. "Como não arranjámos 'match' viemos nós", brincam.

A confusão começa a instalar-se. Chegam muitos dos empreendedores que estiveram a jantar em diversos restaurantes da LX Factory, em Alcântara. São 2 da manhã e é tempo de rumar ao Beato, onde a grande 'after party' da Web Summit se realiza.

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FIM DE FESTA À ANTIGA

Cheios de gadgets e especialistas em novas tecnologias, afinal os empreendedores aquecem-se com fogueiras. Abordados, oferecem cartões de visita com os seus contactos. A noite vai longa e os olhares são dispersos e iluminados pelo álcool e o convívio. Afinal, é nas horas em que não estão em frente aos computadores e têm os telemóveis no bolso que eles fazem os melhores negócios.

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