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José Maria Ricciardi e Ricardo Salgado: os primos criados como irmãos que, depois da "grande traição" estiveram em guerra fraticida até ao fim

José Maria Ricciardi e Ricardo Salgado: os primos criados como irmãos que, depois da "grande traição" estiveram em guerra fraticida até ao fim

Foram criados na mesma casa, como irmãos, cresceram com sonhos e ambições iguais, mas com a queda do BES aconteceria o corte total. Ricciardi, que faleceu esta quarta-feira, foi visto como o grande "delator" do primo e houve uma cisão na família. Espírito Santo e Ricciardi não mais conviveriam, com a dor a estar bem presente entre os clãs até ao fim.
Gabinete arrumado, nova missão em curso! A vida há muito desejada por Marcelo, que entrega a pasta a António José Seguro

Gabinete arrumado, nova missão em curso! A vida há muito desejada por Marcelo, que entrega a pasta a António José Seguro

Há um mês que o gabinete de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém começou a fazer eco, com os pertences do presidente a serem arrumados em pastas e enviados para a sua casa de Cascais. É o fim de dois mandatos, muitas memórias felizes, mas também de um profundo desgaste que faz com que o chefe de Estado nem queira ouvir falar de política na sua nova vida. Esta segunda-feira, a Presidência muda de mãos e Marcelo celebrará como gosta. Se tiver bom tempo, até o poderemos encontrar entre mergulhos.
Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.

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