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Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.
Na hora da despedida, Marcelo adia visita aos reis de Espanha, volta a vestir a pele de 'Presidente dos Afetos' e regressa à sua verdadeira essência junto do País real

Na hora da despedida, Marcelo adia visita aos reis de Espanha, volta a vestir a pele de 'Presidente dos Afetos' e regressa à sua verdadeira essência junto do País real

Na semana em que é eleito o próximo Presidente da República, Marcelo tem-se mostrado a fazer aquilo que, no fundo, é a sua essência: a conversar com as pessoas que perderam tudo nas zonas mais afetadas, deixando palavras de incentivo e também duras críticas ao Governo. A visita à Zarzuela, onde iria encontrar-se com os reis de Espanha, acabou adiada devido à situação de calamidade do País.
Agora, a sério

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Contratar duas dúzias de tratores de rasto é mais barato do que contratar esquadrões de aviação.

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