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15 anos depois, descobre-se a verdade: atentado terrorista ameaçou casamento de Letizia e Felipe

Quando faltam dias para a celebração do 15.º aniversário do casamento real, o ministro da Defesa espanhol da altura, José Bono, faz uma revelação inédita sobre aquele dia. "Já posso contar", explicou.
20 de maio de 2019 às 10:58
No dia 22 de maio de 2004 celebrou-se na catedral de la Almudena, em Madrid, o casamento real do então príncipe Felipe, herdeiro da coroa espanhola, e da jornalista Letizia Ortiz.

Considerado obviamente um evento de estado, as medidas de segurança estavam em nível máximo. Entre os 2000 convidados, estava o rei Juan Carlos e a rainha Sofia, assim como o então primeiro-ministro José Luis Zapatero e dezenas de representantes de governos de vários países e membros das mais variadas famílias reais europeias.

A segurança era a principal preocupação das autoridades, até porque, apenas 1 mês e meio antes, a 11 de março, o país vivera o horror dos infames atentados terroristas nas estações de comboios de Madrid, perpetuados pela Al-Qaeda, que tiraram a vida a 193 pessoas.

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Os atentados de 11 de março de 2004 em Madrid causaram 193 mortos.
Assim, o Ministério da Administração Interna não poupou esforços e gastou mais de 7 milhões de euros em medidas de segurança. 20 mil agentes asseguraram a proteção dos convidados da cerimónia no local.

Agora, 15 anos depois do casamento, José Bono, que era o ministro da Defesa na época, fez uma revelação inédita sobre aquele dia; um segredo que foi escondido do príncipe Felipe na altura.

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José Bono, o antigo ministro da Defesa espanhol

"O que queriamos era que a cerimónia terminasse o mais rapidamente possível e que os altos dignitários estrangeiros se fossem embora", começou por contar.

Tudo, porque, afinal, houve mesmo uma ameaça de atentado no dia do casamento real.

"Agora, como já passou muito tempo, já posso contar. Como ministro da Defesa, recebi uma informação muito preocupante do Centro Nacional de Inteligencia. Tinham sido roubados vários aviões ultraleves e a situação era muito preocupante. Durante todo o casamento, estive de telefone na mão, em contacto com o ministro da Administração Interna José Antonio Alonso", revelou Bono.

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Um ultraleve
Bono também contou que Juan Carlos sabia de tudo, ao contrário do noivo, o príncipe Felipe. "Era o seu dia", explicou. "O CNI estava em alerta máximo e só desejávamos que o dia acabasse e que cada um fosse para sua casa", desabafou.

O momento mais crítico aconteceu às 17H50. Dois helicópteros com atiradores de elite patrulharam os céus de Madrid. As equipas de segurança sustiveram a respiração, mas, oficialmente, terá sido falso alarme.

No entanto, o que levou ao susto... mantém-se no segredo dos deuses.

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