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ESCÂNDALO BRUNO DE CARVALHO

A incrível história de Mustafá, o preso que foi recebido em Alvalade como um deus, depois de libertado

O braço direito de Bruno de Carvalho na principal claque leonina nasceu e cresceu no problemático bairro do Pica-Pau, no Monte da Caparica, formou uma claque sportinguista na prisão do Linhó quando lá passou um temporada e terá sido apanhado com drogas na sede em Lisboa.
Por João Bénard Garcia | 15 de novembro de 2018 às 16:48

Nuno Vieira Mendes, conhecido como Mustafá, tem 40 anos e é o líder da claque leonina 'Juve Leo' desde outubro de 2016, e foi detido no mesmo dia que Bruno de Carvalho e libertado ao mesmo tempo que o ex-dirigente sportinguista hoje, dia 15, pela manhã, com a obrigação de se apresentarem diariamente às autoridades policiais e de pagarem um caução de 70 mil euros.

Mustafá chegou ao topo da claque após ter fundado o núcleo do Bairro do Pica Pau, no Monte da Caparica, em Almada. Antes de assumir liderança formal da Juve Leo, cumpriu pena de prisão no Linhó, onde fundou um núcleo da Juve Leo com outros reclusos. Quando saiu da prisão e entrou no estádio José Alvalade foi recebido como um herói entre os elementos da claque.

As autoridades policiais e judiciais suspeitam das fortes ligações entre os dois homens. Na calha das investigações estão as ligações financeiras entre o ex-responsável pela SAD leonina e o líder da claque. "Na Juve Leo mando eu", terá sido a frase várias vezes repetida por Bruno de Carvalho em supostas conversas com elementos do Sporting, nos tempos em que ainda liderava os destinos do clube.


POLÍCIAS INVESTIGAM LIGAÇÕES DE BRUNO E MUSTAFÁ ÀS DROGAS NA SEDE DA JUVE

Os investigadores estão a reconstruir a ligação entre o ex-presidente e o líder da claque, em especial depois de terem encontrado 20 gramas de cocaína e uma quantidade indeterminada de haxixe na sede da Juve Leo.

Várias publicações deram nota, há vários meses, de que as autoridades suspeitavam que Bruno de Carvalho e outros responsáveis leoninos poderiam consumir estupefacientes. Tal suspeita foi rejeitada por Nuno Saraiva, o então director de comunicação do clube verde e branco. O facto de ter sido Bruno de Carvalho quem tratava da compra de tochas e de material pirotécnico para a Juve Leo também está a ser escrutinado pelas autoridades.        

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