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Bárbara sem trabalhar ganha tanto quanto Marcelo

A estrela da SIC acusa em tribunal o ex-marido, Manuel Maria Carrilho de a ter feito perder contratos milionários. Porém, mesmo sem trabalho na televisão, ganha tanto quanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Por João Bénard Garcia | 02 de fevereiro de 2017 às 11:10
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Bárbara sem trabalhar ganha tanto quanto Marcelo

A SIC paga todos os meses à apresentadora Bárbara Guimarães, de 43 anos, um salário fixo de cerca de 6 mil euros líquidos, tenha ou não programas no ar. É notório que, desde meados de 2014, os responsáveis pela programação da estação a têm poupado de aparecer no ecrã, mas também é verdade que, muito por pressão do fundador da empresa e amigo pessoal de Bárbara, Francisco Pinto Balsemão, a estrela da SIC, com quase 24 anos de casa, é um ativo protegido, aparente eterna figura de proa do canal e com vínculo salarial intocável nesta estação privada de televisão.

Nos últimos três anos, principalmente desde que se divorciou com grande polémica do ex-ministro socialista Manuel Maria Carrilho, a estrela do canal de Carnaxide apresentou apenas anualmente as galas dos 'Globos de Ouro', a festa maior da SIC e a que dá ao canal maior notoriedade no universo televisivo nacional, e fez também pequenas e pontuais participações em vários programas de outros colegas.

Mesmo depois de estalar a polémica em torno do episódio do despejo do ex-marido de casa, com mudança de móveis e livros e da troca da fechadura da porta; dos insultos do então marido Manuel Maria Carrilho nas inúmeras entrevistas e depoimentos que deu à comunicação social a propósito do fim do casamento, Bárbara foi ainda, contudo, o rosto de uma série completa de 'Peso Pesado Teen', em 2015, e co-apresentadora de 'Factor X', ao lado de João Manzarra, em 2014. Tudo, no auge do turbilhão da guerra do ex-casal. Apesar dos momentos de instabilidade pessoal, a apresentadora continuou a faturar excecionalmente, além do seu ordenado base de 6 mil euros, tal como consta no seu contrato de trabalho.

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A apresentadora em mais uma sessão do tribunal

Estes e outros factos da realidade profissional da apresentadora foram escalpelizados durante as duas sessões de tribunal que ocorreram esta semana. Falta de trabalho em televisão e ausência de contratos publicitários e convites para presenças pagas foram temas repetidos por todas as testemunhas arroladas por Bárbara em dois dos processos que interpôs contra o ex-marido, Manuel Maria Carrilho.

BPI REJEITOU ESTRELA DA SIC

Em tribunal foram revelados dados novos que, até agora, nunca tinham sido tornados públicos. Joana Lemos, empresária, socialite e amiga de Bárbara, revelou, durante o seu testemunho em audiência, ter sido "intermediária em reuniões que a Bárbara teve com responsáveis do BPI [Banco Português de Investimento] no sentido de ela passar a ser o rosto das campanhas do banco", adiantou, esclarecendo como e porque o negócio fracassou: "a instituição financeira disse-me que não se queria associar à imagem de uma pessoa que, quase diariamente, vivia na imprensa com acusações de ser bêbeda, irresponsável, violenta com os filhos e má mãe".

Recorde-se que meses antes do divórcio, quando tudo aparentemente corria bem no seio familiar e profissional, Bárbara Guimarães perdeu um contrato milionário em que dava, em contrapartida, o rosto pelo Millennium/bcp, o então maior banco privado português.

A estrela da SIC era, em concmitância, embaixadora da L’Oreal em Portugal, marca de cosméticos com a qual faturava na ordem das centenas de milhares de euros anuais. Rebentado o escândalo matrimonial, em finais de 2013, a marca de origem francesa ainda aguentou contratualmente a apresentadora como embaixadora por mais uns meses, mas acabou por ficar apenas com a actriz Cláudia Vieira como protagonista das suas campanhas e presença nos seus eventos.

BÁRBARA INIBIDA PELO ESCÂNDALO

Apesar de Bárbara Guimarães fazer parte dos quadros de pessoal da SIC, foi Felipa Garnel, ex-jornalista e amiga de longa da apresentadora, quem revelou a posição da estação de televisão liderada por Francisco Pinto Balsemão em relação à situação atual da estrela do canal.

"Tenho conhecimento das escolhas dos diretores da SIC e sei que a Bárbara sempre esteve na 'short-list' para apresentação de programas, só que, desde há dois, a três anos, deixou de estar. Almocei recentemente com a Júlia Pinheiro, e ela disse-me que, enquanto este assunto não estivesse resolvido será difícil a Bárbara voltar à apresentação", revelou, salientando o argumento-chave que lhe foi sublinhado pela atual diretora de formatação de conteúdos da SIC: "É um tema tão presente que inibe a Bárbara de apresentar".

Numa entrevista recente, também Gabriela Sobral, a diretora de programas e canais temáticos da SIC que alegou doença para não depor esta semana em tribunal a favor de Bárbara Guimarães, relembrou que a apresentadora está a "passar uma fase pessoal difícil", acrescentando que "obviamente, contamos com ela".

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