Notícia

Luto

Belmiro de Azevedo tinha um vício secreto que passou a Ramalho Eanes

O quarto homem mais rico de Portugal era sovina, frugal e parecia não ter grandes paixões, além da que tinha pelos negócios, pelos filhos e pela sua mulher. E era precisamente ela, Margarida, quem lhe retribuía amor com um vício secreto que o deixava louco. Descobrimos qual era.
Por João Bénard Garcia | 30 de novembro de 2017 às 20:45

Belmiro de Azevedo, 79 anos, era o quarto homem mais rico de Portugal, tinha uma fortuna avaliada em 1,3 mil milhões de euros, era um assumido sovina, mas apanhou um vício gastronómico, por culpa da mulher, Margarida Carvalhais Teixeira, que o tirava do sério e o fazia esquecer tudo.

Há muitos anos que o "Senhor Sonae" juntava na sua quinta em Tuías, Marco de Canavezes, um grupo de amigos, onde se incluía o ex-Presidente da República António Ramalho Eanes e a mulher, Manuela Eanes, para comerem as famosas alheiras de Mirandela confecionadas pela sua mulher, a farmacêutica Margarida Carvalhais Teixeira, uma especialista com mão para fabricar este tipo de enchidos regionais transmontanos e também para cozinhar outros petiscos que encantavam os comensais.

A carregar o vídeo ...

O famoso "Grupo da Alheira", como Belmiro de Azevedo lhe gostava de chamar, além do general Eanes e da mulher, incluía empresários do norte de Portugal, como Leopoldo Furtado Martins e António Mourinho Cardoso, amigos do rapaz que nasceu pobre em Marco de Canavezes e que se tornou no maior "self made man" português após a implementação da democracia, em 1974.

ELE SABIA QUE NA MORTE SÓ LEVAVA "FATINHO E UM PAR DE SAPATOS"

Conhecido pela sua frontalidade e frugalidade e por não ter medo do poder político, o engenheiro químico Belmiro era tão pragmático que afirmou, há doze anos, sem papas na língua, que "a única a diferença entre o nascer e morrer é um fatinho e um par de sapatos. As pessoas esquecem-se disso. Mas não levam nada. Os egípcios é que metiam nos túmulos muitas jóias."

E foi assim que partiu esta quarta-feira, dia 29 de novembro, depois de lutar contra uma doença oncológica há vários anos, mas após ter sido derrotado por uma pneumonia fatal. E sempre com uma convicção, como o próprio afirmou numa entrevista ao semanário 'Expresso': "não sendo parvo, eu tenho a noção clara de que esse dinheiro não vai comigo para mais sítio nenhum e que, às vezes, até complica, criando problemas de sucessão". Mas não criou, tendo passado a pasta ao filho, Paulo Azevedo, o gestor que um dia o pai apelidou de "‘ziguezageante’", mas "desenhado" por si.

SÃO OS MAIS RICOS DE PORTUGAL, MAS MORRERAM COM 139 DIAS DE DIFERENÇA

O "Senhor Sonae" morre assim 139 dias depois de Américo Amorim, 82 anos, o "Rei da Cortiça", o homem mais rico de Portugal, ter partido com graves complicações cardíacas. O ano de 2017 despede-se de dois dos principais industriais portugueses da atualidade, dois empresários que geram e gerem milhares de milhões e empregam várias dezenas de milhares de pessoas, em Portugal e no Mundo.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável