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Drama

Carlos Cruz pediu para filmarem operação e faz relato impressionante do que viu

"Pedi a cassete e o leitor. E gostei de ver e ouvir a operação", garante o antigo senhor televisão.
Por João Bénard Garcia | 17 de janeiro de 2018 às 17:59

Num depoimento impressionante, Carlos Cruz relata o que sentiu ao ouvir "o som da serra eléctrica a cortar o externo longitudinalmente, o afastamento das costelas para os lados e a grande surpresa de ver que o meu coração é amarelo, é a gordura que o cobre e que faz lembrar a enxúndia de galinha", relata de forma serena.

"Vi o meu coração parar e o meu sangue a sair do corpo, ir a uma máquina e voltar contornando o coração; vi o músculo cardíaco voltar a bater a um ritmo regular; depois foi apenas coser o externo com um arame (que ainda mantenho), fechar o peito com agrafos ao longo de todo o corte. Parecia uma daquelas cenas de séries americanas, estilo 'Dr. House', 'Serviço de Urgências' ou 'Anatomia de Grey'", conta.

Estávamos em janeiro de 1994 e Carlos Cruz tinha regressado meses antes de Nova Iorque. 

"Em 1992, foi em Nova Iorque que me surgiu o primeiro sintoma de cancro; em 1993, mesmo sem carregar sacos ou embrulhos comecei a sentir dores nos braços. Após o regresso, em Lisboa, no em janeiro de 1994, "senti-me esquisito, uma sensação difusa, como se não estivesse confortável dentro do meu corpo", descreve o ex-Senhor Televisão, nos dias antes de ter sido operado de peito aberto ao coração e de ter pedido para ser filmado durante a operação

APRESENTADOR CONFESSA QUE FUMAVA 100
CIGARROS POR DIA

Carlos Cruz sempre foi um homem frontal que encarou os seus fantasmas, excepto quando pensou na morte e no suicídio quando se isolou durante uns dias no seu monte no Alentejo. Em 1993 fumava cinco maços de tabaco quando lhe foi detectado um cancro na garganta.

"Sentia-me normal e, consequente e irresponsavelmente, não liguei mais ao colesterol e não deixei de fumar. Em 1993, quando me foi detectado um cancro numa corda vocal, eu fumava cinco maços (100 cigarros) por dia, levantava-me às três ou quatro da manhã para ir à bomba de gasolina comprar cigarros", confessa.

Em 1994, após a operação, voltou à rotina, mas com medo do futuro: "Uma semana depois estava em casa ao computador. E depois de uma depressão, um cancro e um princípio de enfarte, a um ritmo anual, perguntava-me o que me esperaria em 1995". Não teria a ver com saúde pessoal, mas com a falência da sua produtora, a CCA, como relata na sua biografia 'Uma Vida', da editora Albatroz, uma chancela da Porto Editora.



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