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Drama

Depois de denúncia anónima e tragédia, Judite Sousa vítima de perseguição

A jornalista da TVI fala com emoção do que viu na Tailândia, numa altura em que revive o drama da morte do filho, há 4 anos.
Por Rui Teixeira | Isabel Laranjo | 13 de julho de 2018 às 14:08

Durante cinco longos dias Judite Sousa esteve em contato com pais que temeram vir a perder os seus filhos, afogados ou soterrados. Foram momentos delicados, numa altura em que a jornalista recorda a morte do próprio filho (a 29 de junho), há 4 anos, num acidente numa piscina. A repórter da TVI conseguiu conter as emoções, mas não escapou a muitas críticas. 

Em declarações à 'TV Guia', a diretora de informação da TVI começa por falar do momento em que tomou consciência que estava na hora de fazer a mala à pressa e partir para a Tailândia, como enviada especial para cobrir o resgaste dos 12 rapazes e o treinador de futebol, presos na gruta de Tham Luang.

"Sou uma repórter. Estou, sempre que me é dada essa possibilidade, onde está a notícia. O mundo estava de olhos postos no resgate das crianças e parti sem hesitar para o norte da Tailândia, para a zona de China Rai, a 60 quilómetros da Antiga Birmânia e a 30 quilómetros do Laos", explica.

A jornalista sentiu, na pele, toda a ansiedade que aqueles momentos comportavam. À TV Guia conta que o momento que mais a marcou, na Tailândia, foi mesmo "o início das operações. A dúvida sobre o que viria a seguir". Apesar de estar a alguma distância da gruta, que se encontrava vedada a jornalistas e outras pessoas que não fizessem parte das equipas de resgate, a repórter apercebeu-se dos momentos difíceis pelos quais passavam sobretudo os familiares. Choravam ao ver imagens do interior da gruta e receberam cartas das crianças. Não havia despedidas. Só esperança, espelhada na afirmação de que me breve voltariam a casa. Do lado dos adultos, havia quem chorasse, mas ninguém se deixou demover.

Todos aguardaram por momentos de alegria, que vieram a confirmar-se. Um turbilhão de emoções que também atingiu Judite Sousa que, apesar de tudo, soube controlá-las. "O momento de grande satisfação foi ter dado a notícia do resgate total".

CRÍTICAS DURAS

Judite, 57 anos de idade, chegou a ser alvo de críticas, sobretudo nas redes sociais, por exemplo por ter o cabelo despenteado, na opinião de alguns cibernautas. Outros, inclusive seus pares, chegaram a parodiar a presença da jornalista no terreno. "Já resgataram a Judite?", publicou, por exemplo, um dos membro de um grupo de Facebook chamado "Jornalistas".

Outro internauta, em resposta ao fato de Judite se ter queixado de estar exausta, nas redes sociais, publicou: "Mas ela está exausta de quê? Boa vida? O que ela fez lá, poderia ter feito bastante melhor aqui". Só que o coro de críticas não é de agora. Há muito que se fala do mal-estar entre alguns elementos da redação da TVI e a diretora-adjunta de Informação.

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DENÚNCIA E CARTA ANÓNIMA

Alguns dos seus inimigos chegam a esconder-se atrás do anonimato. Exemplo disso foi a queixa apresentada à ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social) e não assinada, no final de Junho. O mote foi a foto que Judite partilhou a descansar num sofá cor-de-laranja, alegadamente de uma marca de luxo e avaliado em 15 mil euros.

Assim que as vozes do contra se levantaram, a jornalista apagou a fotografia e garantiu à FLASH! que era um sofá antigo, restaurado por uma amiga. Porém, na ERC, esta queixa fala não só do sofá como das referências de Judite Sousa a marcas, nas redes sociais. A queixa leva como anexo, além de fotos, também publicações no blogue da pivot, gerido pela empresa Luvin, de Tiago Froufe, namorado de Marisa Mendes, filha do empresário de Cristiano Ronaldo, Jorge Mendes.

A história completa na edição desta semana da TV Guia, já na bancas.

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