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Dona de restaurante revela como Ljubomir a conquistou: “É uma estrela boa e sem manias”

Ljubomir Stanisic pôs Conceição Brás, a dona do restaurante do próximo episódio de 'Pesadelo na Cozinha', na TVI, a chorar o tempo todo. Além disso, o chef fez-lhe confissões íntimas e deu-lhe o número de telemóvel para ela ligar a qualquer hora. Leia na íntegra a surpreendente entrevista.
Por João Bénard Garcia | 30 de abril de 2017 às 22:37
Dona de restaurante revela a outra face de Ljubomir: “É uma estrela boa e sem manias”
Ljubomir Stanisic, Pesadelo na Cozinha, Porto
Stanisic às compras no Mercado da Ribeira. O 'chef', que lidera o restaurante Bistrô 100 Maneiras, no Chiado, é favorável à utilização de produtos frescos, sempre que possível
Ljubomir Stanisic discutiu com Aires Sousa Pinheiro, o filho dos donos do restaurante Adiafa, em Santarém, e conversa foi tão violenta que o rapaz saiu porta fora e despediu-se. Prefiriu o Fundo de Emprego a aceitar as ordens de Ljubomir.
O anfitrião do programa dos serões dominicais da TVI a dar o exemplo, na cozinha do restaurante Hot Spot, que tentou ajudar, num dos episódios de 'Pesadelo na Cozinha'.
Ljubomir com Justa Nobre. O 'chef' que agora conduz 'Pesadelo na Cozinha' também tem um lado mais brincalhão e divertido
No fim da remodelação, o 'chef' terá razões para comemorar.
A mãe da proprietária do Dona Porto, falecida recentemente
Ljubomir Stanisic, Pesadelo na Cozinha, Porto
Ljubomir StanisicJPG
Ljubomir Stanisic
Pesadelo na cozinha, ljubomir stanisic, hot spot, lucia, david coelho

O próximo episódio de 'Pesadelo na Cozinha' passa-se na cidade do Porto. Conceição, a proprietária do restaurante, é uma mulher desesperada. A recente morte da mãe deixou-a sozinha, desamparada. "Ela era o meu chão", refere a empresária de restauração.

O chef Ljubomir encontra um restaurante sem rumo, com a cozinha num caos, um mau serviço de sala e clientes a serem servidos com peixe cru. Ao longo do episódio há muitas lágrimas. Conceição não aguenta a pressão. "Há maneiras de fazer isto sem esta agressividade", queixa-se a proprietária a Ljubomir.

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Mas Conceição descobriu a outra face do chef de 'Pesadelo na Cozinha'. Ljubomir fez-lhe confissões íntimas e deu-lhe o número de telemóvel para ela ligar a qualquer hora. "É uma estrela boa e sem manias", elogia a proprietária de Dona Porto. Leia na íntegra a surpreendente entrevista.

Como foi a sua experiência com o 'chef' Ljubomir e a produção durante as gravações de 'Pesadelo na Cozinha'?
Foi boa. Já não me lembro de como tudo se passou porque estava muito nervosa e numa grande tensão. Nunca estive em frente à câmeras e senti-me intimidada. As pessoas vão ouvir os nossos diálogos na televisão e não vão perceber porque razão passei o tempo quase todo a chorar.

E porque razão chorou durante as gravações?
Não sou chorona, mas eles souberam tocar no meu maior ponto fraco: a morte dolorosa da minha mãe há cinco anos…

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A mãe da proprietária do Dona Porto, falecida recentemente

Passado todo este tempo como é que esse facto continua a afetar a sua vida e o seu trabalho?
Afetou-me porque não tenho marido nem filhos e a minha mãe era uma pessoa assertiva, que tinha mão firme para me ajudar no negócio. Era o meu braço direito e faz-me muita falta. Ela há cinco anos vivia na Figueira da Foz e deu uma queda complicada. Como tinha sangue numa orelha, fomos ao hospital e, nesse dia, foi-lhe diagnosticada uma leucemia fatal. Deram-lhe seis meses de vida. Só eu sabia que ela estava doente. Optei por nunca lhe dizer o que tinha. Sofri solitária as fases da doença. Afastei-me do restaurante, concentrei-me só nela. Viveu seis meses e seis horas, não resistiu a um ataque cardíaco. Fiquei magoada e revoltada com a vida e comigo mesma.

A produção e o chef pegaram nesse ponto fraco quando a abordaram?
Pegaram, mas não só: eu estava desesperada e nem fui eu quem inscreveu o antigo Chic Dream. Foi uma amiga minha advogada, que entretanto deixou o Direito, que viu o meu desespero e me inscreveu.

E porque estava tão desesperada?
Tudo de mal me acontecia: primeiro morreu a minha mãe, depois fiquei sem cozinheiro e tive eu que tomar sozinha conta da cozinha. Logo a seguir o meu pai morre na Alemanha e tive que ir para lá, paguei todas as contas do funeral, deparei-me então com uma situação financeira grave. Isto tudo ao mesmo tempo que perdia clientes no restaurante.

O que aconteceu para estar a sangrar financeiramente e a perder clientes?
As pessoas no Porto, e em especial na zona da Baixa, querem conhecer as novidades. Sem exagero, nos últimos anos, abriram mais de 100 restaurantes à minha volta. Há 14 anos, quando abri as portas, eramos meia dúzia. O meu, quando o abri, também foi um sucesso. Hoje não, o Porto está na moda e as pessoas gostam de conhecer as novidades. Eu compreendo, se não fosse dona de um restaurante também ia experimentar os novos.

O que começou a falhar no seu restaurante para a levar ao desespero?
Apesar de ter trabalhado na hotelaria na Suíça há 30 anos, quando abri este restaurante, era tradutora de francês e inglês numa empresa e isto era um 'hobby'. Só que a firma alemã com a qual trabalhava faliu e acabei por assumir a gerência do restaurante. Em 14 anos tive três 'chefs' com imensos intervalos em que vesti a jaleca e assumi sozinha a cozinha. Depois tive problemas com o pessoal: tive empregados que bebem durante o trabalho, que não chegam a horas. A formação na hotelaria é um problema grave. Qualquer pessoa que fica desempregada e que não tem estudos acha que sabe servir às mesas. Agora que endeusaram os chefs é muito difícil contratar alguém que vista a camisola. São estrelas sem o serem.

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É essa a opinião que tem do chef Ljubomir? Uma estrela sem estrela?
Não, nada disso. Ele é uma estrela boa, como ser humano, não tem manias. Adorei conhecê-lo. Quando li a entrevista que deu à revista 'Sábado', lembrei-me de algumas coisas que ele revela e que me contou aqui, em privado, quando já ninguém estava a filmar. Com as câmeras desligadas falou-me de dores íntimas que se passaram na sua vida e que me emocionaram muito. Identifico-me com ele porque também cresci fora de Portugal.

Ficaram amigos?
Ficámos. O chef deu-me o número de telemóvel dele para lhe ligar sempre que precisasse de falar e ofereceu-me um saco de boxe enorme e umas luvas para eu descarregar tudo o que engulo e que me faz sofrer.

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O antigo nome do restaurante foi uma das coisas que engoliu durante 14 anos?
Eu tinha vergonha que isto se chamasse 'Chic Dream'. Na altura do registo não pude evitar este disparate, este pretensiosismo parvo. Estava numa reunião nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo quando uma amiga registou este nome que eu sempre odiei. Estava a trabalhar, ela não parava de ligar com perguntas e eu disse "olhe, ponha qualquer coisa". Esse nome fazia-me muita confusão. Foi uma das coisas que pedi ao chef e à produção para mudar e eles agradaram-me e registaram como Dona Porto. Agora sinto-me bem, vamos ver se resulta.

Teme que o mediatismo do programa prejudique o restaurante?
Ainda não tive mais clientes por causa da renovação, mas a seguir ao programa acredito que terei. Estou um pouco assustada porque ainda no outro dia, quando saiu o filmezinho sobre o que se vai passar no próximo domingo, quando fui tomar um café perto da minha casa, tive pessoas a dizerem-me, em jeito de aviso: "sabe onde se meteu? Tenha cuidado, olhe que vai fechar".

 

Comentários

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Schieder Da Silva 29.04.2017

Quando se recebem imigrantes do terceiro mundo,dä nisto.
Pessoas de culturas diferentes,agressivos,alcoolicos,drogados.
O portugues è inocente-(pouca experiencia internacional) e depois acha piada a este malcriadao sem educacao alguma

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