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E se Zé do Pipo está vivo? Até Cristina Ferreira questiona papel da mulher

O desaparecimento do cantor pimba, a 7 de novembro, não está a ser investigado pelas autoridades. O músico pode estar apenas desaparecido. O caso indignou a apresentadora da SIC.
28 de janeiro de 2019 às 16:00

A Polícia Marítima, a PSP, a Polícia Judiciária (PJ), a família, os amigos e os fãs presumem, mesmo sem corpo, que o cidadão Nuno Alexandre Oliveira Batista, de 40 anos – o homem que na última década se mascarou de Zé do Pipo e se tornou um cantor pimba muito popular – se suicidou, atirando-se, ou caindo inadvertidamente ao mar, há dois meses e meio.

E se não foi isso que realmente aconteceu? Isso ninguém – literalmente ninguém – ainda ponderou. E foi o que a revista 'Vidas' foi investigar. 

Com toda a gente a acreditar que o cantor se suicidou no oceano Atlântico, entre a madrugada do dia 6 e a manhã do dia 7 de novembro, quando o seu automóvel foi encontrado abandonado no estacionamento deserto da praia do Porto da Areia Sul, em Peniche, com o casaco, a carteira e o telemóvel quase sem bateria lá dentro.

Nuno Batista poderia criar o álibi perfeito para convencer todos de que se terá suicidado, mas também para, pura e simplesmente, criar o cenário ideal para... desaparecer.

Durante dez anos, todas as fotografias que existem de aparições públicas do cantor pimba ao lado das suas bailarinas são aquelas em que se mascarou de Zé do Pipo, com óculos escuros, boina na cabeça, o eterno bigodinho aparado e fatos muito coloridos, com destaque para os amarelos e vermelhos, com o inseparável coletezinho a combinar.

Uma das raras fotografias da popular figura musical, em que não aparece mascarado à Zé do Pipo, foi tirada no início de 2018 quando começou a frequentar assídua e obsessivamente um ginásio perto de casa, na aldeia de Vau, arredores de Óbidos, no centro do País.

Questionada sobre se o casal tinha discutido no dia 5 de novembro, antes de Nuno Batista ter saído, pelas 14 horas de casa, dizendo que ia ao banco e à farmácia a Peniche, a mulher, Celeste Baptista, confrontada pela 'Vidas', nega qualquer desentendimento.

"Não discutimos… Ele não reagia a nada. Ele dizia que se sentia vazio, sem sentimentos", conta, explicando que, antes de ter sido diagnosticado pela primeira vez com a doença bipolar, em julho de 2016, "o Nuno sempre foi uma pessoa alegre e muito animada", remata, inconformada.

Segundo as declarações da mulher, Celeste Batista, várias pistas ficaram por investigar. O caso ganhou importância nacional e até Cristina Ferreira se sentiu indignada com a investigação. Durante a crónica criminal da manhã desta segunda-feira, 28, a apresentadora da SIC levantou várias questões, enaquacinando mesmo o papel da mulher de Nuno Batista.

"Esta senhora, com estas declarações, acaba por, na cabeça de algumas pessoas, ser uma das suspeitas e pode não ter nada a ver com isto", lança Cristina que antes tinha-se mostrado crítica em relação à investigação: "Numa das declarações desta companheira, ela também dizia que 'agora se quiserem procurar vejam através do google que ele andava a ver as marés'. Há aqui muita coisa estranha. Porque não houve uma análise da polícia ao carro, não houve uma análise a este computador... partiu-se, desde do início, que isto tinha sido suicídio?", quesquiona.

E as dúvidas da apresentadora vão mais longe: "Se fosse um cantor de outra importância talvez fosse acompanhado de outra maneira. O preconceito pode ter estado aqui?", atira Cristina Ferreira. 

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