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Fadista Mariza revela vida de terror: "Pensei ficar viúva com um filho nos braços"

Por culpa dos negócios do marido em Angola, a fadista Mariza viveu anos de pânico com medo que roubassem o filho bebé ou que lhe matassem o marido numa esquina. A cantora não sabia que os problemas do marido em Angola eram "gigantes". E só agora contou tudo...
Por João Bénard Garcia | 22 de novembro de 2017 às 15:15

A fadista Mariza, de 43 anos, depôs na tarde de dia 21 de novembro em tribunal como testemunha do marido, o empresário António Ferreira, de 50 anos. Os pais de Martim, de 6 anos, dizem-se difamados na praça pública depois de, em agosto de 2011, o advogado Henrique Doroteia, ex-colaborador de Ferreira, em Angola, o ter acusado de ter sido o mandante de uma agressão numa avenida de Lisboa.

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Mariza e António Ferreira estão separados, mas ela esteve a seu lado na defesa da honra dele em tribunal. Foto: Liliana Pereira

A conhecida fadista, que passou de queixosa a apenas testemunha neste processo, depôs na tarde de segunda-feira em tribunal e descreveu ter vivido um cenário de terror.

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"Eu tinha noção dos negócios do meu marido, não tinha era noção de que as coisas eram tão graves. Ele não me passou informação porque eu estava grávida, fê-lo para não me assustar", relatou Mariza, adiantando ao tribunal que o pai do filho a mimava para minimizar os efeitos da realidade que teria que revelar em breve: "O António levava-me presentes todos os dias ao hospital. Eu não sabia que ele estava a passar uma fase complexa e depois percebi que o problema era gigante."


MARIZA CHEGOU A ACREDITAR QUE O MARIDO IRIA APARECER MORTO

Por aquilo que Mariza revelou saber na sala de tribunal, afinal ainda hoje a fadista não conhece certos segredos da vida empresarial do marido em Angola.

"Sei que o António queria ir a Angola buscar o que lhe pertencia. Disse-lhe que não o fizesse e pensei que qualquer dia o meu marido aparecia morto em qualquer lugar", lamentou, sublinhando: "Quando ele disse que queria regressar a Luanda pensei: ‘Vou ficar viúva e com um filho pequeno nos braços’."

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Só que os medos da fdista não se resumiam a viagens do marido àquele país africano. "Houve muitas ameaças. Eu própria andava com muito medo na rua em Lisboa. Olhava para todos os lados. Temi que me levassem o Martim", disse, a lacrimejar e com a voz embargada, rematando: "Não foi um momento fácil. Toda a gente achava que éramos um bando de ladrões e mafiosos."

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