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Sofrimento

Filho de Júlia Pinheiro confessa que cresceu a "acreditar que ser gay era um erro genético, uma doença"

Rui Maria Pêgo recorda que desde muito pequeno que vivia em sofrimento por causa de ser homossexual.
15 de maio de 2018 às 10:00
Rui Maria Pêgo, animador das manhã da Mega Hits, que participou na emissão especial que a RTP montou por causa do Eurofestival, voltou a falar das dificuldades que sentiu, desde muito cedo, por causa de ser homossexual. O filho de Júlia Pinheiro e do radialista Rui Pêgo, diretor da Antena 1, assume que foram momentos complicados.

"Cresci durante muito tempo - e desde muito cedo - a acreditar que ser gay era um problema; um pecado; um erro genético; uma doença; uma informação a ocultar; um passe directo para a rejeição total numa sociedade conservadora e pouco disponível para incluir a diferença. E ainda menos habilitada para perceber que somos todos feitos do mesmo dentro das diferenças de cada um", escreveu o locutor.

Neste texto, escrito nas redes sociais por causa da IDAHOT 2018 ou a Conferência Europeia Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, em Lisboa, o locutor recorda esses tempos complicados, apesar de ter crescido numa família nada conservadora e muito informada.

Rui Maria também já revelou que foi em lágrimas que revelou aos pais que era gay, situação que foi, como era de esperar, aceite de forma completamente normal pelo casal. Apesar de tudo, o jovem locutor assume que viveu tempos difíceis, nomeadamente na escola.

Recentemente tinha contado que desde os 12 anos que tinha noção da sua homossexualidade, mas que só contou aos pais aos 19, num momento de muito choro e angustia: "Toda esta terminologia pressupõe um segredo; uma vergonha; um pecado escuro e sombrio que deve ser posto de lado a todo o custo. Foi assim que cresci até aos 19 anos quando acabei por contar aos meus pais, lavado em lágrimas, cheio de medo de rejeição e com uma sensação de perigo iminente, que "gostava de rapazes". Antes disso contei a alguns amigos. E, mais tarde, às pessoas com quem trabalhava. Há muita solidão neste processo".

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