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Goucha comenta revelação do jornalista da TVI que diz ter sido agredido pelo namorado que trabalha na TVI

Manuel Luís Goucha foi uma das dezenas de pessoas que comentaram o relato de Emanuel Monteiro, que diz ter sido vítima de violência doméstica. TVI não comenta.
22 de julho de 2018 às 17:50
Emanuel Monteiro, jornalista da TVI, acusa namorado, que trabalha na TVI, de violência doméstica
Emanuel Monteiro
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O jornalista da TVI Emanuel Monteiro revelou este sábado, poucas horas da grande festa de verão do canal, que tinha sido agredido pelo namorado, que trabalha a poucos metros dele na redação da televisão de Queluz de Baixo. Contou que levou chapadas e que espancado em casa no dia de anos...

" Começou com um estalo e acabou com um espancamento, dentro da minha própria casa. Foi no dia do meu aniversário. Estava sem telemóvel, trancado, impedido de fugir ou de pedir ajuda. Estive à espera, durante todos os minutos daquelas três horas, que o agressor abrisse a gaveta da cozinha e de lá tirasse uma faca para acabar com o pouco que ainda restava de mim. Fiquei gelado de medo", relatou Emanuel no seu perfil de Instagram.

O agressor será um colega da TVI, mas Emanuel ainda não revelou publicamente a identidade do ex-namorado. Confrontada com a situação, fonte oficial da TVI recusou comentar: "A TVI não comenta a história, que não tem nomes, pode ser inventada", disse Helena Forjaz, diretora de comunicação, citada pelo Correio da Manhã.

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Quem já comentou a situação foi Manuel Luís Goucha, que foi às redes sociais de Emanuel Monteiro, onde ele tinha feito o desabafo, para alertar para a perigosidade da situação. "O facto é que um jovem foi morto!", disse Goucha, depois de alguém ter colocado em causa a história de ciúmes que terá levado à morte de Miguel alegadamente pelas mãos do ex-namorado, André.



Emanuel Monteiro contou o seu caso pessoal depois de ter acontecido, no Porto, um caso de violência doméstica que acabou da pior forma. Miguel Ribeiro foi esfaqueado até à morte pelo ex-companheiro André Vieira. A vítima tinha apenas 20 anos.

A notícia já tem alguns dias, mas só agora consegui ter real dimensão daquilo que aconteceu. O Miguel foi morto pelo ex-namorado. Morto, à facada, dentro de casa, pelo André. O significado da verdadeira desumanidade, a redução do homem à condição de animal. Uma tragédia que poderia ser evitada. Tenho a certeza, e a responsabilidade é de todos nós. É da falta de educação cívica para a denúncia. A denúncia em episódios de violência, sobretudo recorrentes, é fundamental. Mesmo que as vítimas não o consigam fazer (é sempre tão difícil e aterrador), é responsabilidade dos amigos, dos familiares e dos colegas de trabalho alertar as autoridades, assim que saibam de alguma coisa. Eu sei do que falo: fui vítima de violência doméstica durante mais de um ano, de forma consecutiva e, a cada episódio, mais grave. Começou com um estalo e acabou com um espancamento, dentro da minha própria casa. Foi no dia do meu aniversário. Estava sem telemóvel, trancado, impedido de fugir ou de pedir ajuda. Estive à espera, durante todos os minutos daquelas três horas, que o agressor abrisse a gaveta da cozinha e de lá tirasse uma faca para acabar com o pouco que ainda restava de mim. Fiquei gelado de medo, morto de espírito enquanto era agredido sem dó, nem piedade. Não consegui, sequer, defender-me. Foi o pior que me aconteceu na vida, mas, felizmente, ao contrário do Miguel, fiquei cá para contar a história. Hoje, o agressor está muitas vezes, muitas horas, a 3 metros de mim. E tem tanto em comum com o desta história horrível. Às vezes, ainda tenho medo, muito medo. Nunca consegui denunciá-lo, por receio, por vergonha, mas sobretudo por compaixão e para não estragar a vida a uma pessoa, não faz parte de mim fazer mal aos outros (eu achava que iria fazer). Um ano depois, e com a história do Miguel, tenho a certeza: do que mais me arrependo é de não ter apresentado queixa crime. Hoje faria tudo diferente. É que o André matou o Miguel. E o Miguel poderia ser o Emanuel. Depende de nós acabar com estas histórias. Amor só pode ser amor, nada mais. É por amor que vos peço: sejam fortes, denunciem qualquer episódio de violência doméstica ou no namoro! ??

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Emma Silva 07.12.2019

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