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Hollywood abalado com escândalo sexual que atinge Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e muitas outras atrizes

O poderoso produtor de cinema Harvey Weinstein está a ser acusado por 28 mulheres de assédio sexual. São cada vez mais as queixas contra o fundador da Miramax. Até a mulher pediu a separação após a polémica rebentar.
11 de outubro de 2017 às 20:10
É um escândalo sexual que a cada dia ganha uma dimensão maior e que está a abalar Hollywood. O conhecido produtor Harvey Weinstein, criador da poderosa Miramax, que esteve à frente de filmes como 'O Discurso do Rei' e 'O Paciente Inglês', está a ser acusado de ter assediado 28 mulheres, incluindo Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie. A atriz Asia Argento, de 42 anos, garante mesmo que foi violada por Weinstein quando tinha 21 anos.

A polémica começou após uma reportagem do 'New York Times', publicada na semana passada, em que várias mulheres relatavam décadas de episódios de assédios sexuais por parte do produtor norte-americano.

Esta notícia desencadeou uma bola de neve que está a abalar a meca do cinema. São cada vez mais as atrizes que relatam episódios de assédio com o todo-poderoso produtor.

Até a mulher de Weinstein já falou sobre o assunto: "O meu coração está partido por todas as mulheres que sofreram uma tremenda dor por causa destas ações imperdoáveis. Escolhi deixar o meu marido. Cuidar dos meus filhos é a minha primeira prioridade e, por isso, peço à imprensa privacidade neste momento", disse Georgina Chapman à revista People. O casal estava casado há 10 anos e tem 2 filhos.

ABUSOS SEXUAIS

As primeiras listas de atrizes assediadas por Harvey Weinstein incluíam nomes como Ashley Judd e Rose McGowan. 

Depois chegaram os testemunhos bombásticos de Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie. Gwyneth conta ao 'New York Times' que quando tinha 22 anos foi convidada pelo produtor para ir a um hotel, onde lhe tocou sugerindo uma "massagem". "Eu era uma criança", diz a atriz. "Estava horrorizada", acrescenta o 'Times'.

Angelina Jolie fala à mesma publicação num incidente semelhante que aconteceu no mesmo hotel: "Eu tive uma má experiência com o Harvey Weinstein na minha juventude e, como resultado, escolhi nunca mais trabalhar com ele e avisei outras que o fizeram".

A lista com 28 nomes foi entretanto publicada no site da revista 'The Cut', com um resumo das histórias das alegadas vítimas. Muitos já foram os nomes que condenaram a atitude do magnata: Michelle e Barack Obama, Hillary Clinton, Meryl Streep, Glenn Close, Judi Dench e Kate Winslet.

Também há quem defenda o produtor. A voz mais forte é a da atriz Lindsay Lohan, que publicou um vídeo no InstaStory afirmando que Georgina Chapman deveria ficar ao lado do marido neste momento difícil e que não acredita nas acusações.

"Sinto-me muito mal pelo Harvey Weinstein agora. Não acho certo o que está a acontecer. Ele nunca me fez mal nenhum – e trabalhamos em inúmeros filmes juntos. Acho que toda a gente deveria parar – está errado", disse.

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DESPEDIDO E EM TRATAMENTO 
Apesar de ser o presidente, Harvey Weinstein foi despedido da sua própria produtora, The Weinstein Company, que criou com o irmão Bob Weinstein. 
 

"Sentei-me com a minha mulher Georgina, que amo mais do que qualquer coisa, e discutimos o que seria melhor para a nossa família. Discutimos a possibilidade de uma separação e encorajei-a a fazer o que ela sentia no coração. Entendo, amo-a e adoro os nossos filhos. Espero que, quando estiver melhor, regressarei as suas vidas", afirmou o produtor.

Harvey Weinstein tem estado isolado num hotel, mas no início  da polémica negou todas as acusações que lhe estão a ser imputadas.

Garante que vai realizar um tratamento para resolver este lado sombrio da sua vida, que está a abalar a indústria cinematográfica de Hollywood.

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