Notícia

ENTREVISTA FLASH!

Joana Câncio: “A sensualidade vem do estado de espírito”

Aos 31 anos, a atriz aceitou o desafio para uma produção ousada e muito sensual. Falou do seu papel de mãe, madrasta e mulher e dos seus desafios para 2017.
Por Isabel Laranjo | 11 de fevereiro de 2017 às 10:00
Joana Câncio aquece o inverno com sensualidade
Joana Câncio
Joana está feliz e isso reflecte-se no sorriso
Um outro olhar pela lente do fotógrafo Paulo Miguel Martins
A produção decorreu na praia
Joana Câncio é mãe de Constança
A atriz ultimamente tem-se dedicado às dobragens
Joana Câncio está numa relação há quase um ano
Joana Câncio
Joana Câncio
Joana Câncio
Joana Câncio
Joana Câncio
Joana Câncio
Joana Câncio
Mãe de uma menina de 5 anos, Joana Câncio está a construir uma família. Uma novidade, já que durante muito tempo viveu sozinha com Constança, de cujo pai se separou quando a menina tinha somente 4 meses.

Depois de ter entrado na telenovela 'A Única Mulher', Joana Câncio está agora dedicada às locuções e dobragens. A atriz acredita ser o mais certo neste momento. Afinal de contas, a relação com o 'barman' André Robalo dura há cerca de um ano e ainda está "em construção".

Joana Câncio considera ser, após os 30 anos, uma mulher mais equilibrada. Busca apoio em aulas de 'coaching' e conta como tem sido a adaptação da filha ao "irmão", Vicente. A atriz revela, ainda, como lida com o papel de madrasta e com a vida em comum, após cinco anos só com a filha.

Como é que se perspetiva, para si, este ano de 2017?
Em termos de trabalho, nesta profissão é sempre tudo muito imprevisível. Há fases em que temos muito trabalho. Há outras em que temos médio e outras em que temos nenhum. Faz sempre parte do nosso percurso.

No seu caso, como é que tem sido?
Tenho tido sorte. Tenho tido sempre trabalho, em novelas ou teatro. Aliás, no ano passado fiz as duas coisas ao mesmo tempo e isso é muito duro. Quer dizer, a nível profissional adoro mas a nível pessoal não é bom; tenho a Constança e acaba por ser difícil estar com ela. Por isso, agora sabe-me bem ter um ano mais calmo. Embora nunca saibamos o que nos reserva, este ano optei por ter um ano mais calmo e estou dedicada sobretudo a dobragens e locuções.

Quando se escolhe ser artista há a noção de que se irá ter uma vida muito instável?
Todos nos avisam disso. Mas o artista não tem noção de como é que vai ser até, realmente, viver isso. Eu acredito que é suposto ser uma coisa com que nós aprendemos a viver mas à qual nunca nos habituamos. Temos que lidar com isso o melhor possível, sobretudo depois de termos filhos.

Então, como é que faz essa gestão, sobretudo financeira?
Aprende-se. Vou começar o terceiro nível de um curso de 'coaching' que me tem ajudado a aprender a viver mais no momento. A pensar mais positivo, nas coisas que realmente interessam. Acredito que o nosso estado interno também influencia muito a maneira como tudo o resto, na nossa vida, se desenrola, as oportunidades que aparecem… Acho que todos nós passamos por fases em que não temos nada e, de um dia para o outro, acontece qualquer coisa boa! Por outro lado, acho que a vida é também uma missão, neste sentido.
...
Joana Câncio está numa relação há quase um ano Foto: Paulo Miguel Martins
O 'coaching' teve a ver com alguma fase mais difícil da sua vida?
Teve, sobretudo, a ver com a maternidade. Não sei, em relação às outras pessoas mas, nas partilhas que tenho, muito próximas, com as minhas amigas e colegas de profissão, não estamos preparadas para ser mães. Eu não estava preparada para ser mãe. Quando se é, há muitas situações, no quotidiano, como dar banho, conversar, estimular, são coisas novas. Para mim foi uma surpresa muito grande. E o ‘coaching’ sugere-nos pequenos exercícios no dia a dia que nos ajudam a estarmos mais tranquilos o que acaba por influenciar as nossas crianças.

Foi mãe muito jovem, aos 25 anos, e a sua filha tem vivido sempre consigo. Como é que tem sido ser quase mãe e pai ao mesmo tempo?
Hoje em dia não sinto tanto isso. Quando os filhos são muito bebés as mães acabam por, naturalmente, ficar muito com as crianças. Agora, ela já tem cinco anos, já é tão crescida, tão desenvolta, com tanta vontade própria, percebe tão bem as coisas, que já está com o pai e a mãe igual tempo. E eu acabo por sentir que já somos dois pilares fortes.

Mas, no início, foi estranho ter sido mãe fora dos padrões que são comuns?
No início, quando o bebé nasce, vive-se um estado de graça. Ficamos numa bolha, estando ou não com o pai da criança, a nossa adrenalina sobe, as nossas hormonas estão em alta, ficamos com uma predisposição muito grande para amar, nutrir, dar resposta. Depois isso começa a passar e há muitas mulheres que entram em depressão. Eu tive sorte e não me aconteceu. De resto, ou começamos a afundar ou a encarar a realidade como um desafio e a ultrapassarmos isso. E acredito que isso nos torna mais fortes e crescemos. Desde que sou mãe cresci 30 anos, em apenas cinco!
...
A atriz ultimamente tem-se dedicado às dobragens Foto: Paulo Miguel Martins
Acha que o facto de ter tido a sua filha de modo não convencional também contribuiu para isso?
Não, nem por isso. E só por um motivo: cada caso é um caso. No meu, sinto-me grata. Está tudo bem. É um desafio muito grande e não é fácil mas começo, cada vez mais, a desfrutar dos momentos com a minha filha.

Se voltasse atrás, sabendo que se separaria do pai da Constança com ela ainda bebé, faria tudo igual?
Faria! Sem hesitar.

Contou-me que foi ver a Constança cantar, no colégio, em inglês. Como é que é ver a sua filha a crescer?
É óptimo! É uma loucura. Acima de tudo é uma bênção vê-la crescer bem, feliz, saudável. Nós ouvimos e não percebemos bem o que se diz, mas agora já percebo. Tudo o que sinto por ela é um grande orgulho. Como pessoa, a minha filha está a ficar um ser humano mesmo espectacular! É super bondosa, tem imensa opinião, é muito teimosa – o que é bom, é mais difícil mas vai torná-la mais forte. É muito carinhosa, sempre preocupada comigo. É bom ver crescer uma pessoa que não estamos a condicionar.

De certa forma, os pais condicionam os filhos.
De facto, os filhos são, de certa forma, um reflexo do nosso comportamento. Mas são seres independentes. Os filhos não são nossos. Chegam através de nós mas crescem e seguem o seu próprio caminho. Isso, ao mesmo tempo, dá-me tranquilidade e responsabilidade. E é bom.

A Constança ganhou um "irmão", com o seu novo relacionamento. Como é que ela está a gerir isso?
Dão-se bem. O Vicente é da mesma idade. No inicio houve aquele tempo de adaptação, mas depois criámos as nossas próprias regras – diferentes das que existiam quando era só eu e ela – e tivemos que reinventar as nossas rotinas. Teve que ser tudo com muito cuidado, para ela não sentir que nos estávamos a desligar do nosso mundo, tínhamos a nossa bolha. De resto, tenho muito cuidado para ser justa com os dois, para, quando necessário, defender o Vicente da Constança. Eles têm de perceber que somos uma família, que é uma coisa séria.

O Vicente vive convosco em permanência?
Vive uma semana connosco e outra com a mãe, por isso passamos muito tempo todos juntos. Depois, vejo pelas minhas colegas. Algumas vivem a tempo inteiro e vêm menos os filhos do que eu vejo a Constança e o Vicente. O facto de agora ter tomado esta opção de fazer locuções e dobragens também me dá mais oportunidade de estar com a família, numa fase em que a família está a precisar muito de mim. Ainda é tudo muito recente, estamos a fazer um ano.

Para si própria houve uma mudança de vida.
É, mas é muito bom. Estou a adorar! Sinto-me tranquila, bem com tudo o que aconteceu, não mudava mesmo nada.

Faz, de facto, falta ter alguém ao lado?
Faz. Muita. Acredito, desde que me conheço, em equipas, uniões. Acredito porque sinto. Venho de uma família de mulheres muito fortes e independentes e que, só por si, fizeram uma vida e uma carreira. Eu tive muito pouco tempo sozinha, tive sempre alguém ao meu lado, embora durante aquele tempo estivesse só ali com a Constança. Acredito que quando as pessoas se dão bem e estão focadas no mesmo, os desafios não são problemas. Quando acontece uma coisa mesmo forte, se há amor, a pessoa não ataca. Pensa no que é realmente importante. Vem uma calma natural ao coração e é isto que tenho vindo a aprender. Quando o objetivo é forte o caminho faz-se muito melhor.

Hoje fizemos um ensaio fotográfico muito sensual. Quais são os segredos para a sensualidade?
Nos dias em que me sinto mal, sinto-me feia. Nos dias em que me sinto feliz, e principalmente grata, sinto que fico com outra luz. Aprendi a fazer um exercício muito giro, uma vez por semana, que é escrever três coisas pelas quais me sinto grata, nessa semana. A gratidão traz-nos muita paz de espírito. Pensar no que podemos ter ou ser. Eu só aos 30 é que percebi quem é que sou, como é que me posso sentir bem. Sobretudo internamente. E o segredo para me sentir bem é estar bem. E para isso é preciso conhecer-se e manter o foco nesse sentido. A sensualidade vem do estado de espírito.
...
Joana está feliz e isso reflecte-se no sorriso Foto: Paulo Miguel Martins
Acabou de fazer os 30 anos. Portanto, essa descoberta de si própria foi uma caminhada longa.
Foi. Aos 30 senti mesmo um marco. Fizeram-me redescobrir-me, conhecer-me, ter mais calma, não andar à procura de nada mas focar-me no que quero. E isso faz com que lidemos melhor com a vida.

O Dia dos Namorados está a chegar. Vai festejar a data?
Não sou de grandes coisas. Sou de pormenores e, às vezes, não é preciso dar nada nem ir a lado nenhum. O carinho e o cuidado é o mais importante. Ligo muito a esse tipo de cuidados. Não ligo propriamente às datas, mas eu adoro festas e celebrações, por isso o Dia dos Namorados é um motivo para celebrar. As relações precisam mesmo de ser alimentadas e, porque não aproveitar uma data que já existe?

Como é que vai festejar este dia?
Gosto de coisas íntimas. Às vezes não é possível passar este dia sem crianças, mas é o preferível e este ano vai ser possível. Estou a planear um dia muito calmo, só a dois, e muito resguardado do social. Algo mesmo muito intimo.

Todos os casais têm momentos maus. Nesses dias, deve voltar-se atrás e tentar fazer as pazes?
Não, nunca devemos mudar os dias. Uma coisa que aprendi, com os 30, é que devemos deixar tudo seguir o seu curso natural. Se um dia está a correr menos bem, mas a minha vida está bem, é deixar passar esse dia. Tentar perceber porquê e focar-me no que tenho e que sou, no que é real. Depois, deixo que a vida aconteça como ela quiser, naquele dia. No final, então penso que como é que eu quero que seja o dia seguinte e foco-me no que quero que mude. Acho que é melhor esperar que passe, ter calma. Claro, o que é preciso dizer, dizer, mas com entendimento, com calma.

Pensa voltar a ser mãe?
Não é algo que esteja nos meus planos, pelo menos para já. Mas não fecho a porta a isso, até porque tenho 31 anos. Neste momento estamos a construir a nossa relação, o nosso ninho.


Fotos: Paulo Miguel Martins
Maquilhagem e cabelos: Susana Correia
Agradecimentos: Restaurante Baiuka, Cascais

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Mais Lidas

+ Lidas

Instagram

Instagram

Newsletter

Newsletter

Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável