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Dia da Liberdade

'Nome maldito'! Marcelo revela as 'chatices' de ser um Rebelo de Sousa durante a Revolução

No período que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, ser um 'Rebelo de Sousa' podia ser uma carga de problemas.
25 de abril de 2019 às 18:29
As namoradas do Presidente
O presidente Marcelo e Rita Amaral Cabral nas suas habituais férias de verão, de 2016, na praia do Gigi, Algarve
O Presidente e a namorada passam férias, todos os verões, na praia do Gigi, no Algarve
Rita Amaral Cabral foi aluna de Marcelo Rebelo de Sousa. Começaram a namorar em 1981 mas nunca se casaram, por motivos religiosos
O padre Vítor Melícias celebrou o casamento de Marcelo Rebelo de Sousa e Cristina Motta da Veiga. Para o Presidente, o matrimónio é um sacramento único que não repetirá
O Presidente no dia 22 de julho de 1972, quando se casou com Cristina Motta da Veiga
Na juventude, Marcelo namorou Tareca, irmã de Leonor Beleza. Só que um dos irmãos do Presidente acredita que a antiga ministra é que foi a grande paixão do Professor
Ana Zanatti
O Presidente com os filhos, Sofia e Nuno, no Estoril, nos anos 80
Marcelo e António Guterres são grandes amigos. No final dos anos 60 saiam a 4, com as respetivas namoradas; Cristina e Zizas. Aqui, os amigos em Nova Iorque, na ONU, com Jorge Sampaio
Católico praticante, o Presidente nunca se divorciou. A consumação da separação aconteceu devido ao prazo legal, 3 anos após Marcelo e a mãe dos filhos, Cristina Motta Veiga, se terem separado
O Presidente, que nunca aceitou divorciar-se por ser católico, com o Papa Francisco, aquando da visita ao Vaticano, em 2016
O Presidente na noite em que venceu as eleições, a festejar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
O Presidente não dispensa o contacto com a população. Ao contrário, a namorada, Rita Amaral Cabral é bastante reservada e prefere manter-se afastada da exposição pública
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Ana Zanatti
marcelo rebelo de sousa
Marcelo Rebelo de Sousa

No período que se seguiu à Revolução de 25 de abril de 1974, os ânimos andavam exaltados, os confrontos políticos eram uma constante e havia 'tolerância zero' para tudo o que pudesse soar a Antigo Regime. Famílias inteiras abandonaram o País rumo ao exílio entre Espanha e o Brasil.

Baltazar Rebelo de Sousa, o último ministro do Ultramar, viveria na cidade de São Paulo, Brasil, até aos anos 90. Acompanhou-o o filho mais novo, Pedro, os mais velhos, António e Marcelo – o atual Presidente da República – permaneceram em Portugal.

Mas ser um Rebelo de Sousa acarretava alguns problemas, como relatou o Presidente à 'Sábado'. "Qualquer um de nós teve chatices por ser Rebelo de Sousa, e eu até fui o que tive menos", recorda Marcelo Rebelo de Sousa.

"Nas cerimónias do 5 de outubro de 1974, a que fui a pedido de Sá carneiro, , estavam lá o Cunhal, o Soares, eu pelo PPD. Chego lá, um bocadinho atrasado, e pergunta o Santos Silva pai: 'Quem é você?' Lá disse o meu nome e ele, prontamente: 'Marcelo? Isso é um nome fascista [Marcello Caetano]. E Rebelo de Sousa também não é melhor'", revela o Presidente da República.

Mas se a Marcelo o nome lhe valeu alguns apupos, já os irmãos não foram tão "felizes": "O meu irmão António foi despromovido [de técnico economista do Banco Borges & Irmão, para datilógrafo], mas aquilo foi-lhe completamente indiferente, porque ele era completamente militante."

  

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