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Quem é a política brasileira cujo assassinato está a comover o mundo?

O assassinato de Marielle Franco na noite desta quarta-feira, 14, criou uma onda de indignação por causa da violência no Rio de Janeiro. Na sua última publicação no Twitter, a vereadora carioca questionava: "Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"
15 de março de 2018 às 14:04
A política brasileira que enfrentava o sistema e foi assassinada
Homens armados cercaram o carro onde seguia Marielle Franco, a sua assessora e o motorista na noite desta quarta-feira e dispararam 9 tiros, 4 atingiram a cabeça da vereadora
A vereadora da câmara do Rio de Janeiro apresentava-se como mulher negra, lésbica e favelada (foi criada na Maré) e não continha os comentários na hora de denunciar desigualdades
Foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro nas eleições de 2016
Socióloga, apresentou como tese de mestrado em Administração Pública o tema “UPP: a redução da favela a três letras”, em que denunciava a atuação da polícia militar no Rio de Janeiro
O seu último Twitter, na terça-feira, tem comovido o mundo. Marielle Franco fazia mais uma crítica: "Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM [Polícia Militar]. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"
Marielle Franco
Marielle Franco
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A vereadora da câmara do Rio de Janeiro, Marielle Franco, foi assassinada na noite desta quarta-feira, 14, depois de sair de um evento sobre a importância das mulheres negras na sociedade.

A polícia já confirmou que um grupo de homens armados cercou o carro onde a vereadora seguia no Rio de Janeiro e dispararam 9 tiros, 4 dos quais atingiram a cabeça de Marielle. A principal suspeita é que tenha sido um assassinato político.

Também o motorista do veículo acabou por morrer no tiroteio. No carro ainda estava a assessora de imprensa da vereadora, que foi atingida por estilhaços de vidro e é a principal testemunha do caso.

Marielle, 38 anos, apresentava-se como mulher negra, lésbica, natural da favela e defensora dos direitos humanos, uma combinação que parece ter sido fatal para esta política, que não se calava diante das desigualdades. 

Um dos pontos que tem sido mais comentado na imprensa internacional é o seu último Twitter, publicado na terça-feira, 13, em que fazia mais uma denúncia. "Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM [Polícia Militar]. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"

Ainda no sábado, Marielle tinha feito outro comentário nas redes sociais em que também denunciava a violência dos agentes da polícia. "O que está acontecendo agora [no bairro] Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41.° batalhão da PM é conhecido como batalhão da morte. Chega de esculachar a população! Chega de matarem nossos jovens", escreveu.

A quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016, do Partido Socialismo e Liberdade, era sociológa de formação e mestre em Administração Pública. Na sua tese de mestrado desenvolveu o tema "UPP: a redução da favela a três letras", sobre a violência utilizada na Unidade de Polícia Pacificadora. 

Trabalhou em organizações como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré, a favela onde cresceu. Também coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A sua morte chamou atenção de vários famosos brasileiros, que acordaram nesta quinta-feira já convictos de que não iriam calar-se.

Mateus Solano, Glória Pires, Juliana Alves, Gregório Duvivier, Giovanna Ewbank, Camila Pitanga e Caetano Veloso são alguns nomes que já manifestaram a sua indignação.

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