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Rodrigo Guedes de Carvalho critica duramente juíza que absolveu Carrilho

A decisão da juíza Joana Ferrer de absolver o antigo ministro da Cultura ainda espanta o público e o jornalista da SIC decidiu falar sobre o assunto. "Arrepia perceber o tipo de raciocínio e julgamento de muitos magistrados", diz Guedes de Carvalho, amigo de Bárbara Guimarães.
27 de dezembro de 2017 às 20:49
Rodrigo Guedes de Carvalho faz fortes declarações contra a juíza Joana Ferrer, que este mês absolveu Manuel Maria Carrilho no segundo processo sobre violência doméstica contra Bárbara Guimarães.

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Na sua crónica semanal, publicada esta quarta-feira na 'TV Mais', o jornalista e escritor começa por dizer que "claro" que ficou "triste e revoltado com a sentença que ilibou Manuel Maria Carrilho", mas é isto o "jogo dos tribunais". "Não adianta muito uma indignação", diz no texto intitulado 'Julgar o que não se entende'.

A grande questão na sentença da juíza Joana Ferrer, segundo o jornalista e amigo de Bárbara Guimarães, são os argumentos da magistrada que fizeram Carrilho voltar a sorrir. 

"Parece-me que ficou claro que não terá sido por acaso que passou todo o julgamento, sessão após sessão, a tratar Bárbara pelo nome próprio (o que, em princípio, não tem mal nenhum) e a chamar Senhor Professor a Carrilho (o que me parece despropositado e revelador de uma ideia preconcebida)", lê-se na crónica.

"Arrepia perceber o tipo de raciocínio e julgamento de muitos magistrados", refere, explicando que existe uma "separação entre o mundo que a juíza conhecerá e o mundo real". 

De acordo com Guedes de Carvalho, no mundo real as vítimas de violência doméstica passam por um período de negação e medo e por isso podem passar muito tempo sem apresentar queixa. "Um magistrado que não percebe este mínimo talvez devesse pedir, ele próprio, escusa de tomar decisões em casos desta natureza".

Recorde-se que a juíza da Secção Criminal da Instância Local de Lisboa argumentou a sua decisão de não condenar o antigo ministro da Cultura, a 15 de dezembro, com declarações antigas de Bárbara Guimarães, nas quais a apresentadora falava publicamente que "estava tudo magnífico" entre ela e o marido.

A juíza Joana Ferrer considera que "as únicas declarações que perturbaram o clima de harmonia entre o casal tiveram, quase exclusivamente, por motivo aquilo que o arguido [Carrilho] entendia ser um excessivo consumo de álcool" por parte da então mulher.

Este foi o segundo processo de violência doméstica posto por Bárbara Guimarães a Manuel Maria Carrilho. Em outubro, o ex-marido da apresentadora foi condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa, por 7 crimes (2 crimes de injúrias, 2 de ameaça física, 1 de ofensa à integridade física, 1 denúncia caluniosa e 1 de violência doméstica).

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