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Salvador: ligado a máquina para se manter vivo

O cantor está ligado a equipamentos que permitem fazer com que o "coração descanse" até que seja encontrado o coração compatível para o transplante cardíaco. Um vírus, que se instalou no miocárdio, está na origem da doença de que Salvador padece,. Cardiologista Manuel Carregeta, explica como isso pode acontecer em pessoas da idade do músico,
Por Carolina Pinto Ferreira | Isabel Laranjo | 30 de setembro de 2017 às 10:25

Salvador Sobral está ligado à máquinas na unidade de cuidados intensivos do hospital de Santa Cruz, em Carnaxide.

O cantor não tem capacidade para sobreviver, de forma normal e com qualidade de vida, sem ser internado.
Salvador tem mesmo de estar ligado a este tipo de equipamentos, para assim aguardar pelo necessário coração para o transplante de que precisa.

"Em doentes com este tipo de doença, e num estágio avançado, o doente tem que estar monitorizado constantemente. Depois, há uns equipamentos, que nós médicos designamos por dispositivos, que mantém o coração como que em pausa, ajudando a bombear o sangue", explica o Professor Manuel Carrageta, cardiologista e presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

O VÍRUS QUE LHE MUDOU O DESTINO

Na origem da doença, que segundo Manuel Carrageta, afecta "400 mil portugueses, a maioria com formas ligeiras que se traduzem em falta de ar e cansaço com esforços mínimos, como subir uma escada", terá estado um vírus.

"A insuficiência cardíaca, em geral, é provocada por hipertensão arterial ou por enfarte do miocárdio". Só que, no caso de doentes jovens, "a causa costuma ser uma miocardite. Ou seja, há um vírus, que entra no organismo e se instala no miocárdio, provocando uma infecção que, mais tarde, se manifesta através da insuficência cardíaca".

SOCORRO IMEDIATO SE O CORAÇÃO PARAR

O internamento é ainda necessário para salvaguardar o socorro eficaz, em caso de paragem cardíaca. "Nessa situação, a solução é um choque eléctrico, que é dado de imediato", adianta ainda Manuel Carrageta.

O cardiologista, que preside ao Instituto Português de Cardiologia esclarece: "O grau de mortalidade é muito elevado". Só  um transplante é a solução para salvá-lo e dar-lhe anos de vida. "São estimados, se tudo correr bem, pelo menos 10 anos de vida, para a frente", avança o médico.

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