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Saraiva zangado com ex-namorada de Sócrates: "Sempre foi desinibida"

O antigo diretor dos 'Sol' e 'Expresso', José António Saraiva, diz-se "espantado" com a acusação de Fernanda Câncio, ex-companheira de José Sócrates, que proibiu a venda do seu livro. "É uma jornalista que sempre lutou pela liberdade de imprensa e de expressão", dispara.
Por João Bénard Garcia | 08 de março de 2017 às 11:14
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Saraiva zangado com ex-namorada de Sócrates: "Sempre foi desinibida"

"A decisão [do Tribunal da Relação de Lisboa] é injusta e a nossa intenção é a de recorrer. Estou a estudar, com a minha advogada, se a deliberação do tribunal é, ou não, passível de recurso", adiantou ao site FLASH! José António Saraiva, ex-diretor dos semanários ‘SOL’ e ‘Expresso’ e autor da obra ‘Eu e os Políticos’, com chancela da Gradiva, cuja venda acaba de ser proibida. O impedimento ganhou forma por força de uma queixa formalizada, e aceite nos tribunais, pela jornalista Fernanda Câncio, ex-namorada de José Sócrates e visada, em poucas linhas, num dos capítulos do polémico livro de memórias.

Segundo avançou ao site FLASH! José António Saraiva, "a decisão de recorrer para instâncias superiores da Justiça está apenas dependente da avaliação que vamos fazer em relação o facto de os juízes-embargadores, do Tribunal da Relação de Lisboa, se terem limitado a aceitar o livro como prova de acusação por parte de Fernanda Câncio e de não terem reconhecido a importância das testemunhas que a defesa apresentou, e que foram dispensadas pelos juízes. Do nosso ponto de vista, essas testemunhas são essenciais para o apuramento da verdade".

O ex-diretor dos dois maiores jornais semanários ainda em circulação no país esclareceu também o episódio que levou à proibição da venda e circulação do livro e que se limita a dois singelos parágrafos. "Tudo isto tem a ver com a história verdadeira que relato no livro sobre umas fotografias – que se presume que sejam íntimas – que um meu ex-colaborador do ‘Expresso’ tirou à Fernanda Câncio, quando eram namorados, e que os dois deixaram à mão de semear de uma empregada de limpeza, em cima de um móvel da casa onde viviam. Não fui espreitar pelo buraco da fechadura. Nunca vi as fotos. Logo, nunca invadi a privacidade de ninguém", sustentou.

"CONTRADIÇÕES" DE UMA DEFENSORA DE CAUSAS

José António Saraiva garantiu ainda ao nosso site estar "espantado" com a acusação da jornalista Fernanda Câncio, que carateriza como sendo "uma pessoa muito desnibida e despreconceituosa", mais ainda em relação a uma história "em que os dois intervenientes não foram cuidadosos" e que "era conhecida de várias pessoas no ‘Expresso’". "Tudo isto é contraditório em relação a uma jornalista que sempre se apresentou como sendo uma profissional defensora de causas e que sempre lutou pela liberdade de imprensa e pela liberdade de expressão. Estará agora a pôr o combate por uma causa pessoal à frente do combate pelas causas sociais e jornalísticas que sempre defendeu?", questinou Saraiva.

Com as vendas efetivas do livro ‘Eu e os Políticos’ a ultrapassarem a fasquia dos 30 mil exemplares e com a 13.ª edição quase esgotada, o autor assegurou que vai "até às últimas instâncias judiciais" para defender a sua obra. "Isto é um livro de memórias, não é um exercício de jornalismo nem tem a divulgação deste. Se revelar memórias é levado assim a este extremo qualquer revelação da vida será doravante considerada como invasão da vida privada", rematou.

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