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Hermínio Loureiro passa noite na cadeia por suspeitas de corrupção

Ouvido esta tarde pelo DIAP, Hermínio Loureiro, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e ex-edil de Oliveira de Azeméis vai dormir na cadeia. Amanhã, dia 20, um juiz decidirá se fica preso ou não no âmbito da operação judicial "Ajuste Secreto".
Por João Bénard Garcia | 19 de junho de 2017 às 13:10
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Hermínio Loureiro não está só neste processo 'Ajuste Secreto'. O seu sucessor, um secretário da autarquia oliveirense e mais quatro empresários da construção civil teriam um esquema de obras ilícitas.

Subitamente, a 27 de dezembro de 2017, a notícia caiu como uma bomba: Hermínio Loureiro, 51 anos de idade, um barão do PSD e então presidente da câmara municipal de Oliveira de Azeméis apresentava, em conferência de imprensa, a demissão de todos os pelouros na autarquia aveirense e também de todos os cargos que desempenhava nas instituições da área metropolitana do Porto.

"É muitas vezes mais importante saber sair da cena política, do que a ela se apresentar", disse então Loureiro. Mas o argumento, pelos vistos falacioso, deixou políticos, jornalistas e juristas com a pulga atrás da orelha. Até hoje - o dia da sua detenção para interrogatório, ao abrigo da operação judicial 'juste Secreto' e posterior detenção para ser, amanhã, dia 20, presente a um juiz de instrução.

Nas rusgas policiais que a Polícia Judiciária (PJ) efetuou esta manhã, os cerca de 90 inspetores e magistrados tomaram posse de 15 imóveis, apreenderam 6 viaturas e congelaram ainda um total de 6 milhões de euros depositados em diversas contas bancárias, alegadamente relacionados com a atividade ilícita dos seus sete detentores.

Aos bens apreendidos e às contas congeladas juntaram-se os suspeitos Hermínio Loureiro, atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o autarca Isidro Figueiredo, o seu sucessor à frente dos destinos da autarquia oliveirense, mas também um secretário municipal e quatro empresários com alegadas ligações ao ramo da construção civil

Loureiro e Figueiredo são os dois principais arguidos deste processo de corrupção ativa e passiva e prevaricação, prevaricação, peculato e tráfico de influência, num alegado esquema de manipulação de adjudicação de contratos públicos por ajustes diretos que terão beneficiados diversas empresas de construção de obras públicas.

Em causa estarão a adjudicação de diversas obras relacionadas com clubes de futebol do concelho de Oliveira de Azeméis, nomeadamente com a União Desportiva Oliveirense (o principal clube do concelho), o Atlético Clube de Cucujães e o Futebol Clube Macieirense.

A Diretoria do Norte da PJ anunciou em comunicado, emitido ao final da manhã, que tinha realizado buscas judiciais em cinco autarquias, entre as quais constavam Oliveira de Azeméis, Matosinhos, Gondomar, Estarreja e Albergaria-a-Velha.

Fontes do processo judicial asseguram que, para já, os sete executivos - liderados por Hermínio Loureiro e Isidro Figueiredo - são os únicos visados do inquérito judicial que está a cargo da seção de Santa Maria da Feira do DIAP de Aveiro.

Loureiro, Isidro Figueiredo e os cinco restantes detidos (um funcionário municipal e quatro empresários) foram interrogados esta tarde nas instalações da Diretoria do Norte da PJ e amanhã, dia 20, serão presentes a um juiz de instrução criminal do Tribunal de Santa Maria da Feira para a fixação das primeiras medidas de coação. Os sete suspeitos vão pernoitar nas instalações da PJ de Aveiro.

Quando anunciou a sua demissão voluntária dos destinos de Oliveira de Azeméis, Hermínio Loureiro foi confrontado pelo semanário ‘Expresso’ com rumores da existência de uma investigação judicial. O ainda vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol disse então ser "um livro aberto" e convidou os "céticos" a questionarem o Ministério Público e a PJ sobre se havia alguma investigação contra si.


Última Hora: Hermínio Loureiro detido por suspeita de corrupção
Herminio Loureiro
Herminio Loureiro
Hermínio Loureiro não está só neste processo 'Ajuste Secreto'. O seu sucessor, um secretário da autarquia oliveirense e mais quatro empresários da construção civil teriam um esquema de obras ilícitas.
Herminio Loureiro
Herminio Loureiro
Herminio Loureiro
Herminio Loureiro
Herminio Loureiro
Foram efetuadas 31 buscas - "incluindo cinco camarárias e cinco em clubes locais de futebol, na qual participaram magistrados do Ministério Público e cerca de 90 elementos da Polícia Judiciária", acrescentou a PJ - e os detidos são um autarca e um ex-autarca, um funcionário camarário e empresários, com idades entre os 40 e os 60 anos. No total, foram detidas sete pessoas- incluindo Hermínio Loureiro - por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência.

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