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Cindy Crawford em Lisboa: “Envelhecer assusta-me porque o mundo é obcecado pela juventude”

A supermodelo da icónica geração dos anos 90 passou pela capital para inaugurar uma loja e falou de alguns dos momentos chave da sua carreira.
13 de março de 2019 às 18:33

As redes sociais já tinham avisado que Cindy Crawford estava em Lisboa, entre passeios pelo Panteão Nacional, o Mosteiro dos Jerónimos e os pastéis de Belém: "fiz questão de ficar mais uns dias para conhecer a cidade", conta Cindy Crawford num sorriso durante a inauguração da boutique da Omega, marca da qual é embaixadora há mais de 25 anos.

Cindy Crawford fez parte do grupo de supermodelos que revolucionou a moda dos anos 90, ao lado de nomes como Naomi Campbell, Christy Turlington ou Claudia Schiffer - a era da personalidade e da atitude que ia muito além das passerelles, registada por fotógrafos tão marcantes quanto Herb Ritts ou Peter Lindbergh. Aos 53 anos, Crawford  diz que não "se vê como um ícone de moda, para mim ícones são nomes como Karl Lagerfeld ou Azzedine Alaia," diz. "Eu cresci numa pequena cidade dos Estados Unidos e nem sequer pensava na Moda enquanto ideia, foi quando me mudei para Nova Iorque que comecei a aprender," conta. Por isso lembra os anos 90 com a nostalgia de todos os começos, mas sem querer voltar atrás. "Foi a época em que me apaixonei pela Moda, ao lado de pessoas como o Gianni Versace. Divertíamo-nos imenso e claro que quando em estou em Nova Iorque e vou jantar com a Christy Turlington gostamos de falar disso."

A filha Kaia Gerber seguiu-lhe as pisadas e é uma das modelos mais procuradas do momento, por isso Crawford segue de perto a evolução das passerelles e celebra a inclusão e a diversidade dos novos tempos "independentemente do tom da pele, da orientação sexual ou da idade. "Ainda bem que as marcas perceberam isso, se uma mulher tem mais 10 anos do que eu e está fantástica, eu quero saber o que ela faz, toda a gente sabe que uma modelo de 16 anos tem a pele ótima." A supermodelo destaca ainda as redes sociais como uma forma boa forma de "nos representar-nos a nós próprios", acrescentando que sempre viu a moda como uma forma de afirmação do poder feminino - "sempre pude dizer que não e fazer as minhas próprias escolhas."

Sobre a inevitável passagem do tempo, Crawford, que também tem a sua própria marca de beleza, não tem dúvidas. "Envelhecer assusta-me porque o mundo é obcecado pela juventude e a moda ainda mais", admite. "Fazer 50 anos não era uma coisa pela qual eu ansiasse. " O segredo, diz, é cumpri as regras que já conhecemos, por isso "faço exercício desde os 20 anos, não fumo e tenho cuidado com o que como… Claro que como um pastel de Nata de vez em quando, mas não a caixa toda. O equilíbrio ajuda a aparar o golpe." Mais importante que isso, continua, "é irmos trabalhando outros aspectos da nossa vida, como a filantropia, as amigas e podermos rir-nos com elas do facto de estarmos a envelhecer."  

Cindy Crawford é embaixadora da Omega, que acaba de inaugurar uma boutique na Av. Da Liberdade, desde 1995. "Estou casada com a Omega há mais tempo do que estou com o meu marido e nunca discutimos!", brinca, sublinhando que passou a olhar de outra forma para o universo dos relógios desde que se juntou à marca.

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