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10 anos sem Maddie

Maddie e os irmãos estariam drogados

Kate McCann, anestesista, assumiu num primeiro depoimento, medicar os filhos para dormirem. Depois, recusou-se a dizer à polícia se dava calmantes a Maddie e aos gémeos Sean e Amélie. Na altura do desaparecimento, esta era uma das teses, o que possibilitaria aos pais saíram do apartamento e deixarem os filhos sem vigilância.
Por Isabel Laranjo | 03 de maio de 2017 às 08:35
Maddie e os irmãos estariam drogados
A imagem de Maddie, aquando do seu desaparecimento, no dia 3 de maio de 2007.
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A médica a passear com os gémeos, em Inglaterra. Os meninos estariam drogados com calmantes para se manterem adormecidos, enquanto os pais se divertiam com os amigos, durante as férias.
Kate e Gerry McCann com os gémeos Sean e Amélie. A mãe das crianças negou-se a responder se dava calmantes às crianças. Na noite do desaparecimento, os meninos dormiam profundamente e nem ao serem transportados para outra casa acordaram, segundo testemunhos da altura.
Maddie McCann desapareceu no dia 3 de maio de 2007. A menina e os irmãos foram deixados sozinhos, supostamente a dormir, no apartamento onde a família passava férias, no Algarve.
Kate McCann à saída da PJ de Portimão, onde se recusou a responder às 48 perguntas colocadas pela polícia portuguesa.
Kate McCann é anestesista e tinha 39 anos quando a filha desapareceu, na praia da Luz. Entretanto, deixou de exercer Medicina.
Kate com os gémeos Amélie e Sean, que atualmente têm 11 anos de idade.
Era no restaurante 'Tapas', no aldeamento Ocean Club, que o casal estava a jantar, com os amigos, quando se deu a tragédia. Já tinham sido consumidas 14 garrafas de vinho.
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"O enigma está entre eles". Quem o afirma é Francisco Moita Flores que, 10 anos após o desaparecimento de Maddie, na praia da Luz, não acredita que a criança esteja viva.

A investigação da Polícia Judiciária colocou todas a hipóteses em cima da mesa. Até a de uma queda acidental que poderá ter resultado na morte da criança. Interrogou os pais. Kate, a mãe, recusou-se a responder às 48 perguntas dos inspetores da PJ.

Algumas dessas questões eram bastante explícitas e iam ao encontro da teoria de que a médica, com a conivência do marido, cardiologista, daria calmantes aos filhos, para que dormissem. Mas Kate assumiu, num primeiro depoimento, dar um medicamento aos filhos para dormirem.

O antigo inspetor da PJ, Carlos Anjos, defendeu no programa 'Rua Segura' que as crianças deveriam ter feito análises clínicas para se saber se tinham ou não uma dosagem no sangue.

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Kate não quis dizer que Maddie tinha alguma doença ou tomava alguma medicação. Se os gémeos dormiam mal, o que provocava desconforto aos pais, ou se em alguma altura, em Inglaterra, tinha medicado os filhos. A PJ quis ainda saber se era verdade que Kate e Gerry tinham colocado a hipótese, no Reino Unido, de darem a custódia da filha a um familiar chegado. 

Perante o silêncio da inglesa, os inspetores portugueses avisaram-na: "Tem noção que ao não responder a estas questões está a pôr em causa a investigação e a descoberta do que aconteceu à sua filha", noticiou o jornal britânico 'Daily Telegraph'. Inexpressiva, Kate respondeu: "Sim, se é isso que a investigação pensa".

GÉMEOS DORMIAM PROFUNDAMENTE

Na noite em que Maddie desapareceu, Sean e Amélie dormiam profundamente. Tão profundamente que nem quando a casa – cenário de crime – foi interditada pela GNR e foram levados pelos pais, ao colo, para outro local, acordaram. 

Perante estas supostas evidências, Kate sempre negou drogar os filhos. Mas acabou por responder a esta questão – que não quis elucidar à PJ – à estação de televisão espanhola 'Antena 3', em entrevista."Dizer que os nossos filhos estavam drogados é um ultraje", insurgiu-se a anestesista. "Só quero dizer que sou a mãe de Madeleine e que se alguém a levou do apartamento que a devolva. Tudo o resto é um disparate".

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Kate e Gerry McCann com os gémeos Sean e Amélie. A mãe das crianças negou-se a responder se dava calmantes às crianças. Na noite do desaparecimento, os meninos dormiam profundamente e nem ao serem transportados para outra casa acordaram, segundo testemunhos da altura.

Sem resposta fica outra questão da polícia: "O que é que significa: 'We let her down'?". A pergunta teria a ver com a expressão usada por Kate, quando se dirigiu em pranto, aos amigos que estavam no restaurante e é um termo médico, muito utilizado no Reino Unido, equivalente a 'She's gone', ou seja, "desapareceu" no sentido de "morreu".

Comentários

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Anónimo 03.05.2017

Um processo desastroso a seguir a outro cheio de dúvidas que foi o da Joana, precisamente no mesmo local e por último o do Daniel cuja Mãe foi "assassinada" na praça pública e que acabou por ser ilibada de todas as acusações. Continuamos com uma imaginação fértil e muito maldosa...

Carlos Alberto da Silva 03.05.2017

Em resposta a Maria Santos tenho a dizer que está certíssima. O nome do medicamento (calmamente) era CALPOL. Nunca me esquecerei por um pequeno motivo, na altura eu era dono de uma pequena empresa cujo nome era CALPOL Engineering

Anónimo 03.05.2017

Actualmente está para começar o julgamento de um casal chinês cuja filha morreu caindo de um 21º andar por estar abandonada. Os pais tinham ido para o Casino do Parque das Nações. Porque deixaram o casal fugir de Portugal ? A pedido do Gordon Brown ?

Maria Santos 03.05.2017

CASO MADDIE - Uma pequena nota que nunca mais foi falada nem vista. Há um video, entrevista do avô em Inglaterra, que diz que as crianças tomavam medicação para dormir, e dizia o nome do medicamento se não estou em erro, e que isso era vulgar.
Procurem esse video. Pode dar informação.
As provas enviadas para Inglaterra podem não ter sido destruídas porque o processo continua aberto, é pedir novos exames.

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